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TRE-PR valida candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

TRE-PR aprova candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado, mas TSE ainda pode dar decisão final sobre o caso.

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Deltan Dallagnol
Foto: José Cruz/ABr/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Decisão mantém multa de R$ 100 mil; caso ainda pode ter julgamento final no TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, na quarta-feira (23), o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. O colegiado rejeitou o pedido de impugnação apresentado por adversários e acolheu em parte recursos protocolados pela defesa.

A decisão foi tomada depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar, no sábado (19), a interrupção da campanha. Embora o TRE-PR tenha concluído sua análise, a definição sobre a elegibilidade do ex-deputado ainda poderá ser revista pelo TSE, última instância da Justiça Eleitoral.

Restrições impostas à campanha

A medida provisória do TSE impede Dallagnol de acessar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Também ficam suspensos a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, a participação em debates e outros atos de divulgação eleitoral.

O TRE-PR preservou a multa de R$ 100 mil aplicada ao candidato pela divulgação de informações fiscais e bancárias do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte paranaense encerrou suas análises sobre o registro, mas o processo poderá seguir para exame superior.

Argumentos contra o registro

A Coligação Paraná Para Todos e a Federação Brasil da Esperança pediram que a candidatura fosse negada. A federação reúne PT, PSOL e outros seis partidos, segundo a CNN Brasil.

InfográficoNúmeros do processo eleitoral

Dados citados nas decisões e nos argumentos do caso.

R$ 100 mil
multa mantidapor divulgação de dados
  • R$ 100 milMulta mantidadecisão do TRE-PR
  • 2023Mandato cassadodecisão do TSE
  • 11 mesesAntes da eleiçãosaída do Ministério Público
Fonte: CNN BrasilRevista Ideal

As siglas argumentam que Dallagnol continua inelegível em razão da decisão que, em 2023, retirou seu mandato de deputado federal. Naquele julgamento, o TSE considerou que ele tentou contornar as regras da Lei da Ficha Limpa ao deixar o Ministério Público Federal 11 meses antes das eleições, enquanto respondia a procedimentos internos.

Próxima decisão

Os procedimentos no Ministério Público apuravam a atuação de Dallagnol quando ele era procurador da Operação Lava Jato. De acordo com a decisão citada pela CNN Brasil, uma eventual demissão poderia gerar inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.

Agora, caberá ao TSE decidir, em caráter final, se o registro aprovado no Paraná será mantido. Enquanto estiver em vigor a suspensão determinada pela corte superior, permanecem as limitações à campanha.

Com informações de CNN Brasil.

Foto de capa: José Cruz/ABr/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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