Agora
Justiça

Justiça da Tunísia mantém presos ativistas ligados à flotilha para Gaza

Tribunal de Tunes mantém presos quatro ativistas da flotilha para Gaza; familiares relatam piora na saúde de grevistas.

Compartilhar: WhatsApp Facebook LinkedIn
Tunes
Foto: Citizen59 from Tunis, Tunisie/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Defesa contesta a prisão preventiva; familiares relatam piora na saúde de ativistas que fizeram greve de fome.

O Tribunal de Apelação de Tunes rejeitou, na quarta-feira, o recurso contra a prisão preventiva de quatro ativistas ligados à Flotilha Global Sumud. Eles continuarão detidos na Tunísia enquanto avança uma investigação sobre possíveis irregularidades no dinheiro arrecadado para a campanha de ajuda a Gaza.

Wael Naouar, Ghassan Henchiri, Ghassan Boughdiri e Nabil Channoufi estão presos desde março. Os quatro negam irregularidades e não foram condenados. A flotilha é uma campanha internacional que busca levar ajuda a Gaza e contestar o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.

Investigação e prisão preventiva

Segundo a agência estatal TAP, que citou fontes judiciais, os investigadores apuram a origem e o uso dos recursos arrecadados e se parte do dinheiro foi destinada a outros fins. As autoridades apresentam o caso como uma investigação financeira, não como uma ação contra a atuação política ou pró-Palestina dos ativistas.

InfográficoDatas do caso da flotilha

Prisões, greves de fome e decisões judiciais na Tunísia.

  1. marçoAtivistas detidos
  2. 16 de agostoWael inicia greve
  3. 9 de setembroHenchiri inicia greve
  4. 11 de setembroPrisão prorrogada
  5. 19 de setembroProtesto pela libertação
Fonte: Al JazeeraRevista Ideal

A prorrogação da prisão preventiva por quatro meses foi determinada em 11 de setembro. À Al Jazeera, o advogado Ghassan Ghribi, integrante da defesa, afirmou que a medida não foi justificada por atos de investigação suficientes. O governo tunisiano rejeita acusações de uso da Justiça para silenciar opositores e sustenta que o Judiciário é independente.

Greves de fome e saúde

Wael iniciou uma greve de fome em 16 de agosto contra sua detenção e foi levado a um hospital após a piora de seu estado de saúde. Ele suspendeu o protesto depois de 38 dias, a pedido de advogados e apoiadores. Seu pai, Hichem Naouar, relatou à Al Jazeera que, em uma visita recente, o filho apresentava tontura, dificuldade para enxergar e para reter água sem vomitar.

Henchiri, Boughdiri e Channoufi seguem em greve de fome. Sebti, pai de Henchiri, disse que o filho, em greve desde 9 de setembro, estava consciente, mas visivelmente exausto. Segundo ele, pedidos de exames para avaliar uma lesão na cabeça ainda não haviam sido atendidos.

Detidos após protesto

A repercussão do caso levou outras pessoas à prisão preventiva. O advogado Rafed Rabbeh confirmou à Al Jazeera que 14 pessoas detidas após um protesto pela libertação dos ativistas, em 19 de setembro, também foram colocadas nessa condição.

Entre elas está um adolescente de 17 anos, apresentado a um juiz da infância e juventude. Segundo Rabbeh, os detidos respondem a acusações que incluem participação em reunião supostamente destinada a perturbar a ordem pública. A investigação sobre os recursos da flotilha continua.

Com informações de aljazeera.com.

Foto de capa: Citizen59 from Tunis, Tunisie/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

Ver publicações do autor →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *