Premiê israelense viu delegações deixarem o plenário e criticou países, líderes e grupos durante a fala.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez na quarta-feira um discurso de ataques a críticos de seu governo na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Durante a fala, dezenas de delegações deixaram o salão, entre elas a do Brasil, segundo a reportagem.
Netanyahu abordou a guerra na Faixa de Gaza, o Hamas, o Irã e países que adotaram sanções contra Israel por causa de assentamentos na Cisjordânia ocupada. O premiê também direcionou críticas ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que fez oposição pública às ações israelenses em Gaza.
Saída de delegações e apoio nas tribunas
Antes de começar a falar, Netanyahu foi recebido por aplausos e gritos de convidados e aliados de Tel Aviv nas tribunas da Assembleia. O presidente da sessão pediu ordem ao público, de acordo com a Folha.
O premiê reagiu à retirada de delegações do plenário e provocou os representantes que permaneceram. Ele também citou a reivindicação da Síria sobre as Colinas de Golã, território ocupado por Israel desde 1967.
Críticas a Mamdani e a países europeus
Na fala, Netanyahu acusou Mamdani de apoiar o Hamas e de repetir acusações de genocídio contra Israel. O prefeito havia dito em julho que Netanyahu seria preso caso visitasse Nova York, em referência a um mandado do Tribunal Penal Internacional, mas depois reconheceu que não teria poder para ordenar a prisão.
O primeiro-ministro também atacou França e Reino Unido, mencionando as sanções impostas por países contra Israel em razão dos assentamentos em terras palestinas ocupadas. A reportagem afirma que há crescimento de registros de violência de colonos contra palestinos enquanto o governo israelense aprova licitações para novos assentamentos.
Guerra em Gaza e cenário político
Netanyahu comparou os atentados de 11 de Setembro ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 contra Israel. Segundo a reportagem, o ataque matou 1.200 pessoas e deu início à guerra na Faixa de Gaza, onde mais de 73 mil palestinos morreram em ações das forças israelenses.
Dados mencionados pela reportagem sobre o conflito e a mobilização em Nova York.
- 1.200Ataque do Hamasmortos em 7 de outubro de 2023
- mais de 73 milPalestinos mortosna guerra em Gaza
- 500Propagandas pagasoutdoors e anúncios em Nova York
Fora da sede da ONU, houve protestos contra Israel e contra o apoio militar dos Estados Unidos ao país. O gabinete de Netanyahu, por sua vez, pagou por 500 outdoors e propagandas pró-Israel e anti-Irã em Nova York, segundo a Folha.
A fala também ocorre antes das eleições parlamentares previstas para outubro em Israel. Pesquisas citadas pela reportagem indicam disputa acirrada e sem maioria evidente para os blocos políticos, inclusive o do premiê.
Com informações de redir.folha.com.br.
Foto de capa: Avi Ohayon/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
