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Moradores de Gaza acompanham eleições de Israel com temor de nova escalada

Moradores de Gaza acompanham as eleições israelenses de 27 de outubro com temor de nova escalada e piora das condições de vida.

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Knesset
Foto: Chezki Mozes/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Palestinos ouvidos pela Al Jazeera dizem que o resultado de 27 de outubro pode afetar ajuda, deslocamentos e condições de vida no território.

Moradores da Faixa de Gaza acompanham com apreensão as eleições nacionais de Israel, marcadas para 27 de outubro, por avaliarem que o resultado poderá influenciar as políticas israelenses para o território. A reportagem foi publicada pela Al Jazeera em 24 de setembro e relata o temor de que uma nova composição de governo leve a mais deslocamentos e à piora no acesso a alimentos, remédios e outros itens básicos.

Palestinos de Gaza e da Cisjordânia ocupada não participam da votação, mas seguem as campanhas dos partidos israelenses. Segundo a Al Jazeera, a guerra em Gaza, a violência na Cisjordânia, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a economia e o serviço militar de israelenses ultraortodoxos estão entre os temas da disputa.

Receio sobre o próximo governo

Maryam al-Dabala, de 30 anos, disse à Al Jazeera ter sido deslocada cerca de 14 vezes durante a guerra. Para ela, uma vitória do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, com apoio de ministros de extrema direita, poderia manter políticas de deslocamento forçado e agravar a escassez de ajuda e medicamentos.

A reportagem afirma que Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar e apontado como favorito, também não desperta expectativa de melhora entre parte dos palestinos entrevistados. Eisenkot integrou o governo de Netanyahu nos primeiros oito meses da guerra, apoia assentamentos na Cisjordânia e se opõe à solução de dois Estados, segundo o texto.

Vida sob deslocamentos e escassez

Osama al-Arbaei, de 65 anos, afirmou que sua casa na Cidade de Gaza foi bombardeada e que nove familiares morreram. Ele vive atualmente em um abrigo temporário numa escola, não tem renda e disse que acompanha a eleição sobretudo pelo possível efeito nos preços dos alimentos, nas condições de moradia e no trabalho.

Como exemplo da dificuldade econômica, ele relatou que uma caixa de tomates pode custar entre 20 e 50 shekels, enquanto não dispõe de 2 shekels. Já Umm Mohammed Khalil, viúva de 59 anos deslocada do bairro Sheikh Zayed, no norte de Gaza, para a Cidade de Gaza, disse temer uma intensificação da violência e afirmou sustentar 19 parentes.

Disputa sem maioria definida

O especialista em assuntos israelenses Ahed Farawaneh disse à Al Jazeera que a eleição segue incerta. Pesquisas recentes, segundo ele, indicavam que nem o bloco governista nem a oposição alcançariam sozinhos os 61 assentos necessários no Knesset para formar governo.

Farawaneh avaliou que uma coalizão liderada por Netanyahu, apoiada por partidos de direita e extrema direita, tende a preservar a atual orientação para Gaza. Um governo de oposição poderia responder mais à pressão internacional, embora também enfrentasse influência da extrema direita israelense, segundo o analista.

Cronologia citada pela reportagem

A Al Jazeera também menciona um cessar-fogo que teria entrado em vigor em 10 de outubro e informa mortes e feridos desde então. Como o texto está datado de 24 de setembro, a fonte não esclarece essa cronologia. Por isso, os números atribuídos ao período posterior ao cessar-fogo não podem ser situados temporalmente a partir da própria publicação.

Com informações de aljazeera.com.

Foto de capa: Chezki Mozes/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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