Declaração conjunta condena ações do Irã e dos houthis e cita riscos ao comércio e à segurança energética.
Cerca de 80 países defenderam na Organização das Nações Unidas (ONU) a reabertura imediata do Estreito de Ormuz nesta quinta-feira, 24 de setembro. Em uma declaração conjunta, os governos condenaram o Irã e os houthis por ataques na região que, segundo o documento, afetam o comércio internacional e a segurança no setor de energia.
O texto foi apresentado pelo ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani. O grupo afirma que a situação no estreito ameaça a circulação marítima e direitos ligados à navegação; Irã e houthis, por sua vez, classificam suas ações como defensivas.
Declaração reúne países árabes e potências ocidentais
A manifestação teve adesão de países árabes do Golfo e de importantes nações ocidentais, segundo a Reuters. O número de participantes ficou em torno de 80 países, reunidos em torno do pedido para restabelecer a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Na avaliação expressa no documento, os episódios atribuídos ao Irã colocam em risco a segurança internacional. A declaração também relaciona as restrições e ataques na área a prejuízos para a liberdade de navegação e para o fluxo comercial entre países.
Houthis são citados por ataques no Iêmen e no Mar Vermelho
Os signatários também criticaram a decisão dos houthis de retomar o conflito no Iêmen. A declaração menciona ataques contínuos contra a Arábia Saudita e ações no Mar Vermelho, classificadas pelo grupo como imprudentes.
O texto ainda alerta para um eventual avanço dos houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb. Segundo os países que assinaram a manifestação, esse movimento ampliaria os riscos à navegação internacional, à segurança no mar e ao comércio global.
O que está no pedido levado à ONU
A posição conjunta apresentada na ONU reúne três pontos centrais:
- reabertura urgente do Estreito de Ormuz;
- condenação aos ataques atribuídos ao Irã e aos houthis;
- alerta sobre riscos à navegação, ao comércio e à segurança energética.
A declaração não informa quais medidas seriam adotadas pelos países signatários para atender ao pedido. Também não detalha os efeitos já provocados pela situação na região.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: U.S. Department of State from United States/Wikimedia Commons (Public domain)
