Agente que atuou entre ativistas sob identidade falsa mudou seu relato após investigadores receberem informações sobre o relacionamento.
Um policial que se infiltrou em grupos de esquerda e de defesa dos animais no Reino Unido admitiu nesta semana, durante uma investigação sobre a atuação de agentes disfarçados, que manteve um relacionamento enquanto usava uma identidade falsa. Em um depoimento anterior, ele havia negado qualquer envolvimento sexual durante a operação.
O agente, que se apresentava como Dave Evans, disse que a relação durou pelo menos seis meses. Ele havia sido enviado para acompanhar ativistas e, segundo o The Guardian, não contou à mulher que era policial.
A mudança no depoimento
Evans reconheceu o relacionamento depois que ativistas levaram informações sobre o caso à investigação. Grande parte desse material foi apresentada por Helen Steel, ativista que também manteve uma relação com outro policial infiltrado sem conhecer sua identidade verdadeira.
No primeiro relato, assinado há quatro anos, Evans negou ter tido atividade sexual sob a identidade falsa. Em uma nova declaração, assinada neste ano, reconheceu que deveria ter informado o relacionamento. Questionado sobre a contradição, admitiu que sua resposta inicial não havia sido inteiramente verdadeira e afirmou que não considerara o caso relevante porque a mulher não integrava os grupos monitorados.
Atuação entre os ativistas
De acordo com o The Guardian, Evans se infiltrou no Socialist Workers Party e em grupos de defesa dos animais, entre eles o London Animal Action, entre 1998 e 2005. Para sustentar a identidade falsa, dizia trabalhar como jardineiro paisagista. Ele conheceu a mulher, identificada na investigação como Olivia, em um curso que frequentava como Dave Evans.
Dados sobre a operação e o relacionamento admitido pelo agente.
- pelo menos seis mesesRelação admitidaA duração exata não foi esclarecida
- cerca de 139Agentes infiltradosEnviados para monitorar ativistas
- mais de quatro décadasPeríodo de vigilânciaAbrange a operação investigada
A investigação recebeu relatos de que os dois participaram juntos de encontros com ativistas e de ao menos uma manifestação. Olivia não presta depoimento. O caso integra uma apuração mais ampla sobre a conduta de policiais infiltrados, incluindo relacionamentos mantidos sem que as mulheres soubessem a identidade real dos agentes.
Com informações de theguardian.com.
Foto de capa: Ilya Grigorik/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
