Publicações recentes do presidente americano ampliam as dúvidas sobre o tom da fala na Assembleia Geral, em Nova York.
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Donald Trump deve discursar nesta terça-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em meio à guerra contra o Irã e à proximidade das eleições legislativas dos Estados Unidos, segundo o jornal The Guardian. O pronunciamento ocorre enquanto líderes e autoridades de vários países se reúnem para o encontro anual da ONU.
Nos últimos dias, o presidente americano fez uma série de publicações nas redes sociais sobre inteligência artificial, um arco planejado para Washington e uma lista de realizações de seu governo. Segundo o jornal britânico, as mensagens reforçaram a expectativa de um discurso de tom combativo, a exemplo de falas anteriores de Trump perante a organização.
Pressão da guerra com o Irã
De acordo com o The Guardian, esta será a primeira fala de Trump na Assembleia Geral desde a decisão de iniciar, em conjunto com Israel, uma guerra contra o Irã, em fevereiro. O conflito, que o presidente teria previsto que duraria poucos dias, continua sem sinal de encerramento, ainda segundo a publicação.
O jornal afirma que o fechamento iraniano do Estreito de Ormuz elevou os preços globais da energia e pressionou a inflação nos Estados Unidos. Antes das hostilidades, a rota era usada para o transporte de um quinto das exportações mundiais de petróleo, conforme a fonte.
A presença do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também pode aumentar a tensão no encontro. Trump indicou disposição para uma reunião, mas o The Guardian diz que Pezeshkian provavelmente não aceitará um encontro com o líder americano.
Inteligência artificial entre os temas
Em uma das publicações citadas pelo jornal, Trump defendeu a inteligência artificial e anunciou a intenção de criar uma força voltada à área, comandada por um “czar de IA”. Ele comparou a tecnologia a uma nova revolução industrial ou à internet e afirmou que ela poderia representar até 25% do PIB dos Estados Unidos.

Trump também publicou uma relação das suas 25 principais realizações desde o retorno à Presidência, segundo o The Guardian. Nas participações anteriores na ONU, ele criticou a organização, as fronteiras abertas e aliados dos Estados Unidos, além de defender uma política externa menos concessiva.
O que se espera do discurso
Discursos de presidentes americanos na ONU costumam passar por revisões do Departamento de Estado, do Pentágono e da comunidade de inteligência, de acordo com o jornal. Não há confirmação sobre o texto final que será usado por Trump.
A fonte avalia que o presidente pode retomar temas das redes sociais, da guerra e de suas realizações políticas. Pesquisas mencionadas pelo The Guardian indicam que a maioria dos americanos se opõe ao conflito com o Irã, cenário que afeta sua aprovação antes das eleições legislativas de novembro.
Com informações de theguardian.com.
