Masoud Pezeshkian discursou em Nova York em um dia marcado por debates sobre os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, respondeu na quarta-feira (23) a ameaças feitas por Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Segundo o g1, o líder iraniano afirmou que seu país jamais aceitará a “linguagem da força”, após Trump descrever o Irã como terrorista e ameaçar aniquilá-lo em discurso na segunda-feira (22).
Pezeshkian chegou à sede das Nações Unidas sob forte segurança, enquanto manifestantes protestavam contra o regime iraniano do lado de fora. Ele disse que alterou o discurso que havia preparado depois das declarações do presidente dos Estados Unidos e exibiu imagens de crianças que, segundo ele, morreram em um bombardeio dos EUA e de Israel contra uma escola; a delegação americana deixou o plenário nesse momento.
Discurso iraniano e tensão regional
De acordo com a reportagem, Pezeshkian defendeu que o Irã tenha armas nucleares para se proteger e sustentou que a intimidação não terá efeito sobre o país. O presidente iraniano também classificou Estados Unidos e Israel como terroristas e afirmou que não haverá paz no Oriente Médio sem justiça para os palestinos.
O discurso ocorreu em uma sessão da Assembleia Geral dominada por conflitos armados. A presença de Pezeshkian marcou, segundo o g1, a primeira vez que um presidente de um país em guerra com os Estados Unidos viajou a Nova York para falar no encontro.
Ucrânia também domina debates
A guerra na Ucrânia foi outro tema central do dia. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reuniu-se com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que disse que Trump convidou Vladimir Putin para participar da cúpula do G20 nos Estados Unidos, em dezembro.
Datas e números mencionados na reportagem do g1.
- 2022Início da guerraConflito entre Rússia e Ucrânia
- 22 de setembroDiscurso de TrumpAmeaças ao Irã
- 23 de setembroResposta iranianaDiscurso de Pezeshkian na ONU
- dezembroCúpula do G20Convite de Trump a Putin
- 47 paísesPaíses citadosSegundo acusação de Zelensky
No Conselho de Segurança, Lavrov e o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, participaram de uma reunião especial. Depois, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a guerra travada pela Rússia precisa acabar e apontou Putin como o único líder contrário a isso.
Zelensky afirmou que ainda há espaço para a diplomacia e manifestou a intenção de conversar com o presidente da China, Xi Jinping. Ele também acusou a Rússia de usar cidadãos de 47 países nos combates e pediu aos líderes dessas nações que impeçam isso.
Outros discursos
O presidente argentino, Javier Milei, criticou a atuação da ONU diante da tensão sobre as Ilhas Malvinas. Ele pediu que o Reino Unido aceite retomar negociações sobre o território, segundo o g1.
Com informações de g1.
Foto de capa: khamenei.ir/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
