Contrato para outubro subiu 0,49% na sessão de 24 de setembro, enquanto dólar à vista avançou para R$ 5,1931.
Os contratos de minidólar com vencimento em outubro, identificados pelo código WDOV26, fecharam a sessão de 24 de setembro em alta de 0,49%, aos 5.198,5 pontos. No mesmo dia, o dólar à vista avançou 0,47%, cotado a R$ 5,1931, em uma sessão marcada pelo fortalecimento da moeda americana e pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo análise técnica publicada pelo InfoMoney, o comportamento dos Treasuries e do dólar no exterior deve seguir no radar dos operadores. A repercussão de uma nova pesquisa Datafolha, o fluxo de recursos antes das eleições e a atuação do Banco Central também são fatores acompanhados pelo mercado.
Mercado reage a juros no Brasil e nos EUA
Os juros futuros subiram no Brasil, enquanto o Ibovespa ampliou as perdas na última sessão. O Banco Central reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2026, movimento que, de acordo com a fonte, reforçou a expectativa de novos cortes na Selic.
Números divulgados para o fechamento de 24 de setembro.
- 0,49%Alta do minidólarsessão de 24/09
- 5.198,5 pontosFechamento WDOV26
- R$ 5,1931Dólar à vistaalta de 0,47%
- US$ 1 bilhãoOferta do BCpara ampliar liquidez
- 55,08 pontosIFR de 14 períodoszona neutra
A análise aponta que juros menores no Brasil, combinados com possíveis elevações de taxas nos Estados Unidos, reduzem o diferencial de juros entre os países e tendem a favorecer o dólar. O Banco Central ofertou US$ 1 bilhão para ampliar a liquidez, medida que também permanece no foco dos investidores.
Resistências e suportes do contrato
No gráfico de 15 minutos, o minidólar terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para a análise do InfoMoney, a continuidade da alta dependeria de entrada de volume comprador e da superação da faixa entre 5.209,5 e 5.224 pontos.
Se o contrato romper essa região, as próximas referências indicadas são 5.235,5 a 5.257,5 pontos e, em um cenário mais longo, 5.268 a 5.277 pontos. No sentido contrário, a perda do suporte entre 5.187,5 e 5.173 pontos poderia levar o ativo às faixas de 5.166,5 a 5.151,5 pontos.
Pontos acompanhados no pregão
No gráfico diário, o contrato segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, estrutura que a análise classifica como favorável à alta. O IFR de 14 períodos estava em 55,08 pontos, em zona neutra, sem sinal de sobrecompra ou sobrevenda.
No gráfico de 60 minutos, o contrato também estava acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. A análise técnica trata esses patamares como referências condicionais, que dependem do volume e do fluxo de negociações ao longo do pregão.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
