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Ibovespa cai com IPCA-15 acima das projeções e baixa do petróleo

Ibovespa recuava 0,81% após IPCA-15 acima das projeções, queda do petróleo e cautela com o cenário fiscal e os juros nos EUA.

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Petróleo Brasileiro S.A.
Foto: Eric and Christian/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Índice recuava 0,81% às 11h15 desta sexta-feira, pressionado também por incertezas fiscais e juros nos Estados Unidos.

O Ibovespa operava em queda nesta sexta-feira (25), após a divulgação de um IPCA-15 de setembro acima das projeções do mercado e em meio à baixa do petróleo. Às 11h15, o índice cedia 0,81%, aos 182.473,08 pontos, segundo dados acompanhados pelo InfoMoney.

A desvalorização das ações da Petrobras, influenciada pelo recuo da cotação do petróleo, também pesava sobre o indicador. Investidores monitoravam ainda questões fiscais no Brasil, a perspectiva de medidas do governo federal e os juros elevados nas economias desenvolvidas.

Inflação e cautela fiscal

O IBGE informou que o IPCA-15 avançou 0,70% em setembro, depois de cair 0,40% em agosto. As estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast variavam de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53%.

InfográficoNúmeros do pregão e da inflação

Dados acompanhados na manhã de sexta-feira.

0,81%
queda do Ibovespaàs 11h15
  • 182.473,08 pontosIbovespaàs 11h15
  • 0,81%Queda do índiceàs 11h15
  • 0,70%IPCA-15 setembroapós -0,40% em agosto
  • US$ 98,85Petróleo Brentpor barril
Fonte: InfoMoneyRevista Ideal

Para Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, o resultado da prévia da inflação é um fator negativo para a Bolsa no curto prazo. Ele também citou a cautela do mercado diante das expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A reportagem do InfoMoney apontou que a previsão de iniciativas federais voltadas à proteção da economia popular ampliava a atenção dos investidores para o quadro fiscal brasileiro.

Petróleo e mercado externo

Por volta das 11h15, o petróleo Brent recuava mais de 1%, negociado a US$ 98,85 por barril. O movimento ocorria em meio a propostas para reabrir o Estreito de Ormuz e à possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Nos Estados Unidos, os futuros de Nova York avançavam pela manhã, segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. Ao mesmo tempo, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano mantinha a política monetária do país no foco, por seu potencial de pressionar ações e o fluxo de recursos para mercados emergentes.

Faixas acompanhadas pelo mercado

Segundo Gilberto Coelho, analista técnico da XP, o Ibovespa permanece em tendência de alta nas médias de 21 e 200 dias, mas negociava em uma faixa entre 183 mil e 189,5 mil pontos. Para ele, um fechamento abaixo de 183 mil pontos pode levar o índice aos suportes de 180 mil ou 173 mil pontos.

O que muda para o investidor

O mercado acompanhava a reação aos dados de inflação, à trajetória do petróleo e aos sinais sobre juros nos Estados Unidos. Na véspera, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, acumulando queda semanal de 0,68%, informou o InfoMoney.

Com informações de infomoney.com.br.

Foto de capa: Eric and Christian/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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