Índice recuava 0,81% às 11h15 desta sexta-feira, pressionado também por incertezas fiscais e juros nos Estados Unidos.
O Ibovespa operava em queda nesta sexta-feira (25), após a divulgação de um IPCA-15 de setembro acima das projeções do mercado e em meio à baixa do petróleo. Às 11h15, o índice cedia 0,81%, aos 182.473,08 pontos, segundo dados acompanhados pelo InfoMoney.
A desvalorização das ações da Petrobras, influenciada pelo recuo da cotação do petróleo, também pesava sobre o indicador. Investidores monitoravam ainda questões fiscais no Brasil, a perspectiva de medidas do governo federal e os juros elevados nas economias desenvolvidas.
Inflação e cautela fiscal
O IBGE informou que o IPCA-15 avançou 0,70% em setembro, depois de cair 0,40% em agosto. As estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast variavam de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53%.
Dados acompanhados na manhã de sexta-feira.
- 182.473,08 pontosIbovespaàs 11h15
- 0,81%Queda do índiceàs 11h15
- 0,70%IPCA-15 setembroapós -0,40% em agosto
- US$ 98,85Petróleo Brentpor barril
Para Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, o resultado da prévia da inflação é um fator negativo para a Bolsa no curto prazo. Ele também citou a cautela do mercado diante das expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
A reportagem do InfoMoney apontou que a previsão de iniciativas federais voltadas à proteção da economia popular ampliava a atenção dos investidores para o quadro fiscal brasileiro.
Petróleo e mercado externo
Por volta das 11h15, o petróleo Brent recuava mais de 1%, negociado a US$ 98,85 por barril. O movimento ocorria em meio a propostas para reabrir o Estreito de Ormuz e à possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Nos Estados Unidos, os futuros de Nova York avançavam pela manhã, segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. Ao mesmo tempo, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano mantinha a política monetária do país no foco, por seu potencial de pressionar ações e o fluxo de recursos para mercados emergentes.
Faixas acompanhadas pelo mercado
Segundo Gilberto Coelho, analista técnico da XP, o Ibovespa permanece em tendência de alta nas médias de 21 e 200 dias, mas negociava em uma faixa entre 183 mil e 189,5 mil pontos. Para ele, um fechamento abaixo de 183 mil pontos pode levar o índice aos suportes de 180 mil ou 173 mil pontos.
O que muda para o investidor
O mercado acompanhava a reação aos dados de inflação, à trajetória do petróleo e aos sinais sobre juros nos Estados Unidos. Na véspera, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, acumulando queda semanal de 0,68%, informou o InfoMoney.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Eric and Christian/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
