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Taxas do Tesouro Direto sobem pelo terceiro dia, com pressão externa

Taxas do Tesouro Direto avançam pelo terceiro dia, pressionadas por juros americanos, petróleo e cenário doméstico.

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Banco Central do Brasil
Foto: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Títulos prefixados avançaram nesta quinta-feira, enquanto papéis atrelados à inflação tiveram variações menores.

As taxas do Tesouro Direto subiam nesta quinta-feira (24), no terceiro dia seguido de alta, em meio ao avanço dos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos e à volta do petróleo ao patamar de US$ 100 por barril. O mercado brasileiro também repercutia uma nova pesquisa eleitoral e dados divulgados pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária.

Entre os papéis prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,11% no fechamento de quarta-feira para 14,14% pela manhã. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,12% para 14,16%, e o Prefixado 2029 avançou de 13,81% para 13,83%.

Variação dos títulos atrelados ao IPCA

Os títulos vinculados à inflação registraram movimento mais contido. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 teve a taxa elevada de 7,20% para 7,22%.

InfográficoTaxas dos prefixados sobem

Variação entre o fechamento de quarta-feira e a manhã de quinta-feira.

  • Prefixado 203214,14%
    14,11% na quarta-feira
  • Prefixado 203714,16%
    14,12% na quarta-feira
  • Prefixado 202913,83%
    13,81% na quarta-feira
Fonte: InfoMoneyRevista Ideal

Já o IPCA+ 2032 e o IPCA+ 2050 ficaram praticamente estáveis, em 7,68% e 7,16%, respectivamente. As taxas dos títulos variam ao longo do dia conforme as condições de mercado.

Juros americanos e petróleo pressionam mercado

Nos Estados Unidos, o rendimento do título de dez anos chegou a subir 16 pontos-base na quarta-feira e ultrapassou 5,12%, o maior nível desde 2007, segundo a CNBC. O retorno do papel de 30 anos alcançou o maior patamar desde 2004.

De acordo com dados preliminares da S&P Global citados pela fonte, a atividade privada americana cresceu em setembro no ritmo mais rápido em mais de cinco anos. A indústria e os serviços aceleraram, enquanto o emprego avançou no ritmo mais veloz desde 2022 e as pressões inflacionárias voltaram a aparecer.

A piora nas expectativas diplomáticas sobre o conflito entre Irã, Estados Unidos e países do Golfo também reduziu a perspectiva de normalização do fluxo de energia no Oriente Médio. Segundo a fonte, empresas ligadas à inteligência artificial emitiram mais de US$ 1,5 trilhão em dívida corporativa neste ano, fator que tem reduzido a demanda em leilões recentes de títulos públicos americanos.

O que apontou o Banco Central

No Brasil, o Relatório de Política Monetária do Banco Central mencionou o risco de o El Niño desacelerar o setor agropecuário em 2027. O documento também foi acompanhado pelo mercado diante do choque do petróleo.

Para o Itaú BBA, citado pela fonte, ainda há evidências limitadas de efeitos do aumento do petróleo sobre a inflação das famílias para além dos combustíveis.

Com informações de infomoney.com.br.

Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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