Títulos prefixados avançaram nesta quinta-feira, enquanto papéis atrelados à inflação tiveram variações menores.
As taxas do Tesouro Direto subiam nesta quinta-feira (24), no terceiro dia seguido de alta, em meio ao avanço dos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos e à volta do petróleo ao patamar de US$ 100 por barril. O mercado brasileiro também repercutia uma nova pesquisa eleitoral e dados divulgados pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária.
Entre os papéis prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,11% no fechamento de quarta-feira para 14,14% pela manhã. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,12% para 14,16%, e o Prefixado 2029 avançou de 13,81% para 13,83%.
Variação dos títulos atrelados ao IPCA
Os títulos vinculados à inflação registraram movimento mais contido. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 teve a taxa elevada de 7,20% para 7,22%.
Variação entre o fechamento de quarta-feira e a manhã de quinta-feira.
Já o IPCA+ 2032 e o IPCA+ 2050 ficaram praticamente estáveis, em 7,68% e 7,16%, respectivamente. As taxas dos títulos variam ao longo do dia conforme as condições de mercado.
Juros americanos e petróleo pressionam mercado
Nos Estados Unidos, o rendimento do título de dez anos chegou a subir 16 pontos-base na quarta-feira e ultrapassou 5,12%, o maior nível desde 2007, segundo a CNBC. O retorno do papel de 30 anos alcançou o maior patamar desde 2004.
De acordo com dados preliminares da S&P Global citados pela fonte, a atividade privada americana cresceu em setembro no ritmo mais rápido em mais de cinco anos. A indústria e os serviços aceleraram, enquanto o emprego avançou no ritmo mais veloz desde 2022 e as pressões inflacionárias voltaram a aparecer.
A piora nas expectativas diplomáticas sobre o conflito entre Irã, Estados Unidos e países do Golfo também reduziu a perspectiva de normalização do fluxo de energia no Oriente Médio. Segundo a fonte, empresas ligadas à inteligência artificial emitiram mais de US$ 1,5 trilhão em dívida corporativa neste ano, fator que tem reduzido a demanda em leilões recentes de títulos públicos americanos.
O que apontou o Banco Central
No Brasil, o Relatório de Política Monetária do Banco Central mencionou o risco de o El Niño desacelerar o setor agropecuário em 2027. O documento também foi acompanhado pelo mercado diante do choque do petróleo.
Para o Itaú BBA, citado pela fonte, ainda há evidências limitadas de efeitos do aumento do petróleo sobre a inflação das famílias para além dos combustíveis.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
