Agência revisou projeções para 2026 e espera redução gradual da alavancagem a partir de 2027.
A S&P National Ratings reafirmou nesta sexta-feira (25) os ratings de crédito do Magazine Luiza, o Magalu, em brAA- na Escala Nacional Brasil. A agência prevê recuperação gradual das vendas da varejista nos próximos meses, depois de resultados abaixo do esperado no primeiro semestre de 2026, especialmente no comércio eletrônico.
Segundo a S&P, a retomada deve ser apoiada pela parceria do Magalu com o Mercado Livre nas vendas online e pela redução da concorrência após o fechamento de lojas das Casas Bahia. A perspectiva do rating permanece estável, embora a agência avalie que o varejo discricionário brasileiro ainda enfrenta um ambiente desafiador.
Projeções revisadas para 2026
A agência reduziu suas estimativas para a companhia neste ano e passou a projetar receita líquida próxima de R$ 39 bilhões. A revisão também considera uma necessidade maior de capital de giro, o que adiou a redução de endividamento esperada anteriormente.
Estimativas da S&P para dívida líquida sobre Ebitda.
- Fim de 2026dívida líquida sobre Ebitda3,6 vezes4,0 vezes
- 2027estimativa da S&P3,0 a 3,5 vezes3,0 a 3,5 vezes
- Receita líquida 2026projeção revisadaR$ 39 bilhõesR$ 39 bilhões
A projeção para a relação entre dívida líquida e Ebitda ao fim de 2026 passou de 3,6 vezes para cerca de 4,0 vezes. Para 2027, a S&P estima recuo do indicador para uma faixa entre 3,0 e 3,5 vezes, com a melhora das vendas e da geração de caixa.
Debêntures mantêm classificação
Também foi mantido o rating de recuperação br3 para a 10ª e a 13ª emissões de debêntures seniores sem garantia real do Magalu. Essa classificação indica expectativa de recuperação significativa, de 60%, em uma hipótese de inadimplência.
A perspectiva estável reflete, de acordo com a agência, a expectativa de avanço das vendas e da geração de caixa nos próximos meses. A S&P espera que esse movimento permita a redução gradual da alavancagem a partir de 2027.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Fernando Martello/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
