Banco Central citou sinais de atividade mais fraca no terceiro trimestre e uma composição menos favorável do crescimento anterior.
O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A nova estimativa foi divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre.
Segundo a autoridade monetária, a revisão incorpora os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que apontam atividade econômica mais fraca que a prevista. O BC também mencionou uma composição menos favorável do crescimento registrado no segundo trimestre.
Motivos da revisão
A estimativa anterior para a alta do PIB neste ano era de 2%. Com a atualização, a projeção passou a 1,8%, em meio aos dados iniciais sobre o desempenho da economia entre julho e setembro.
O relatório associa a mudança de cenário tanto aos indicadores mais recentes quanto à forma como se deu o crescimento no segundo trimestre. A autoridade não detalhou, no material divulgado, quais indicadores do terceiro trimestre motivaram a revisão.
Juros continuam elevados
A nova projeção ocorre em um contexto de juros ainda altos, usados para conter a atividade econômica e, por consequência, a inflação. O objetivo, segundo o material, é alcançar as metas de inflação fixadas para o país.
Dados citados no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre.
- 2%Previsão anterioralta do PIB em 2026
- 1,8%Nova previsãoalta do PIB em 2026
- 13,75% ao anoTaxa básicaapós cinco cortes seguidos
Após cinco cortes seguidos, a taxa básica de juros está em 13,75% ao ano. Mesmo nesse patamar, o Banco Central informou que os juros brasileiros permanecem entre os mais altos do mundo em termos reais.
O relatório do terceiro trimestre também prevê nova desaceleração da economia em 2027, conforme a projeção apresentada pelo BC.
Com informações de g1.
Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
