Índice fechou aos 185.814 pontos nesta quarta-feira, após oscilar perto dos 190 mil pontos no começo de setembro.
O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (23) em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos, em uma sessão marcada pela perda de força ao longo do dia. O indicador chegou a ser sustentado por Petrobras e pela recuperação do petróleo, mas terminou no campo negativo após variar entre 185.676 e 188.772 pontos.
A Bolsa brasileira atravessa setembro sem uma direção definida depois da valorização registrada desde meados de agosto. O mercado monitora a entrada de capital estrangeiro, as saídas de investidores locais, as condições fiscais e de juros, além das pesquisas para a eleição presidencial.
Fluxo de recursos na B3
Dados até 21 de setembro mostram que os investidores estrangeiros mantiveram compras líquidas na B3. No mês, o saldo desse grupo chegou a R$ 9,6 bilhões no mercado secundário; no acumulado de 2026, alcançou R$ 27,9 bilhões.
Fluxos no mercado secundário até 21 de setembro.
- Estrangeirossaldo líquidoR$ 9,6 bilhõesR$ 27,9 bilhões
- Institucionaissaldo líquido-R$ 6,9 bilhões-R$ 35,4 bilhões
- Pessoas físicassaldo líquido-R$ 1,95 bilhãoR$ 4,26 bilhões
O movimento foi diferente entre os institucionais domésticos, que retiraram R$ 6,9 bilhões em setembro e R$ 35,4 bilhões no ano. As pessoas físicas tiveram saldo negativo de R$ 1,95 bilhão no mês, embora continuem com resultado positivo de R$ 4,26 bilhões em 2026.
| Grupo de investidores | Saldo em setembro | Saldo em 2026 |
|---|---|---|
| Estrangeiros | R$ 9,6 bilhões | R$ 27,9 bilhões |
| Institucionais domésticos | -R$ 6,9 bilhões | -R$ 35,4 bilhões |
| Pessoas físicas | -R$ 1,95 bilhão | R$ 4,26 bilhões |
Pesquisas mantêm incerteza eleitoral
A AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, ante 43,4% de Flávio Bolsonaro. No eventual segundo turno, a pesquisa registrou 47,7% para Lula e 47,4% para Flávio, diferença dentro da margem de erro de um ponto percentual.

A Quaest, divulgada no dia 21, também indicou empate técnico no segundo turno: Flávio Bolsonaro tinha 42% e Lula, 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Para André Moraes, da Trade ao Vivo e da BFR Investimentos, os agentes financeiros reagem à probabilidade de cada cenário eleitoral, e não a uma definição antecipada do vencedor.
Pontos acompanhados pelos analistas
Segundo Rodrigo Paz, analista técnico certificado, o índice conserva uma tendência positiva no gráfico diário desde que reagiu na faixa de 164.835 pontos em agosto. Para uma alta ganhar novo fôlego, a referência imediata é 189.487 pontos; acima dela, voltariam ao radar a máxima histórica de 199.354 pontos e a marca de 200 mil pontos.
No caminho oposto, Paz aponta 184.460 pontos como suporte relevante. Caso esse nível seja perdido, a análise técnica citada pela reportagem do InfoMoney considera 178 mil pontos como outra referência para o mercado.
O que muda para o investidor
A oscilação mais contida não elimina a possibilidade de mudanças rápidas no índice, segundo Raphael Figueredo, estrategista de ações da XP. Ele afirmou que a volatilidade observada está abaixo da média dos anos eleitorais desde 2002, mas novos fatos podem alterar as expectativas e o comportamento dos preços.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Eric and Christian/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
