Plano prevê retirada de bloqueio naval e sanções; rejeição por Trump foi relatada, mas não confirmada oficialmente.
O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar as hostilidades na região em sete dias. O plano foi levado à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e enviado aos americanos por mediadores do Catar, segundo o governo iraniano.
Teerã ainda aguarda uma resposta oficial. O Wall Street Journal relatou, com base em autoridades americanas não identificadas, que Donald Trump rejeitou a proposta; antes disso, uma autoridade dos EUA havia descrito as conversas por intermediários como positivas e construtivas.
O que prevê a proposta
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, explicou o plano a jornalistas na sexta-feira. Para reabrir a passagem marítima e retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano, Teerã pede que os EUA suspendam o bloqueio naval de seus portos, retirem as sanções à venda de petróleo iraniano e cumpram um cessar-fogo que inclua o Líbano.
O prazo só começaria a contar após a aceitação americana, disse Araghchi. Segundo o ministro, as medidas iniciais levariam de quatro a cinco dias, o estreito seria aberto no sexto e as negociações com os EUA começariam no sétimo.
Impasse nas negociações
Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a integrantes de sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios depois das eleições legislativas americanas de novembro. A informação se baseia em relatos de autoridades não identificadas e não substitui uma posição oficial dos EUA sobre o plano.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel, e tentativas anteriores de negociação não conseguiram encerrá-la. O conflito afetou o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para esse comércio.
Com informações de theguardian.com.
Foto de capa: Daniel Torok/Wikimedia Commons (Public domain)
