Coalizão liderada pelos Estados Unidos reúne 14 países e inclui PCC e Comando Vermelho entre os grupos visados.
Ouça esta notícia
O Brasil ficou fora do Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos que anunciou nesta semana uma declaração para coordenar sanções contra 24 organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho. O documento foi assinado pelos Estados Unidos e 14 países da América Latina e do Caribe após reunião realizada na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU.
A iniciativa foi criada para ampliar a cooperação regional contra cartéis e outros grupos criminosos. Segundo o material divulgado pela coalizão, os integrantes pretendem congelar ativos, restringir vistos e imigração e responsabilizar criminalmente quem der apoio material às organizações incluídas na lista.
Divergência sobre combate ao crime
O governo brasileiro defende a cooperação internacional para interromper fluxos de dinheiro, drogas e armas, mas rejeita a atuação militar estrangeira no país. Também discorda da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, adotada pelo governo de Donald Trump.
Na Assembleia Geral da ONU, Lula afirmou que o Brasil aceita cooperação contra o crime organizado, mas rejeita interferência estrangeira. Trump, por sua vez, voltou a defender uma ação mais agressiva contra os cartéis e comparou esses grupos ao Estado Islâmico.
Brasil e México permanecem como as principais ausências da articulação. A Colômbia e o Peru aderiram posteriormente, após mudanças de governo nos dois países, de acordo com a fonte.
Como funciona a coalizão
O Escudo das Américas foi lançado em março de 2026, durante uma cúpula no Trump National Doral, na Flórida. A composição atual inclui governos que mantêm relações próximas com Trump, segundo a reportagem.
Escudo das Américas em números
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
As medidas acertadas pelos países participantes não alteram automaticamente a legislação brasileira. Ainda assim, podem alcançar integrantes e redes financeiras do PCC e do Comando Vermelho em territórios dos países que aderiram à coalizão.
O que muda para o Brasil
A ausência do Brasil deixa o país fora da coordenação direta das sanções anunciadas pelo grupo. Os efeitos sobre pessoas e redes ligadas às facções dependerão das regras aplicadas pelos países participantes e da legislação nacional brasileira.
Com informações de infomoney.com.br.
