Aliança criada pelo governo Trump cita 24 grupos narcotraficantes do continente como ameaças compartilhadas.
PCC e Comando Vermelho (CV) estão entre os 24 grupos que o Escudo das Américas pretende atingir com sanções. A aliança, lançada pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne governos latino-americanos alinhados a Washington.
Os integrantes assinaram na terça-feira (22 de setembro) um acordo para classificar formalmente as facções narcotraficantes como ameaças comuns no continente. O texto prevê o uso de um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) para viabilizar as medidas.
Grupos citados pela aliança
Além das duas facções brasileiras, a relação inclui organizações dos Estados Unidos, Venezuela, México, Haiti, Equador, Colômbia e Peru. Entre os nomes estão MS-13, Barrio 18, Tren de Aragua, Cartel del Golfo, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nova Geração, Gran Grif, Viv Ansanm, Los Lobos, Los Choneros, Clan del Golfo, ELN e Sendero Luminoso.
A lista também menciona La Nueva Familia Michoacana, Cártel del Noroeste, Cartel de los Soles, Chone Killers, Los Viagras, Cartel de Juárez, dissidentes das Farc e Los Tiguerones. Segundo a reportagem, há questionamentos de especialistas sobre a existência do Cartel de los Soles como uma organização coesa; autoridades americanas o descrevem como uma rede formada por militares venezuelanos envolvidos no tráfico de drogas.
Países que aderiram ao acordo
O documento divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA foi assinado por 15 países: Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Dados da aliança e do acordo divulgado na terça-feira.
- 24Grupos citadosincluindo PCC e CV
- 22 de setembroAssinatura do acordoterça-feira
Brasil, México e Venezuela não participaram da reunião de fundação da aliança, de acordo com o g1. Ainda assim, organizações criminosas dos três países foram incluídas na relação de alvos.
Discurso e influência dos EUA
No texto do acordo, os membros afirmam que organizações narcoterroristas transnacionais ameaçam a paz, a segurança e a prosperidade no hemisfério. O tráfico de drogas também foi abordado por Trump em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira.
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a criação do Escudo das Américas reflete a chamada “Doutrina Donroe”, apresentada como um projeto do governo Trump para manter os países do continente sob a zona de influência dos Estados Unidos.
O que muda para o Brasil
As facções brasileiras passaram a constar em uma iniciativa regional de sanções, embora o país não faça parte do Escudo das Américas. A fonte não detalha quais medidas específicas poderão ser aplicadas contra o PCC e o CV nem quando elas entrariam em vigor.
Com informações de g1.
Foto de capa: Daniel Torok/Wikimedia Commons (Public domain)
