Polícia Civil afirma que grupo usava carros de luxo, contas de terceiros e produtos de beleza para ocultar atividades.
A Polícia Civil prendeu 11 pessoas nesta quinta-feira (24) durante a Operação Iceberg, que investiga um grupo suspeito de vender drogas a médicos, empresários e outros clientes de alta renda na Bahia. Os mandados foram cumpridos em Salvador e nas cidades de Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus.
Segundo a polícia, Erick Castro Gusmão Seixas era o principal alvo da ação e teria registrado carros de luxo no nome da avó para esconder recursos ligados ao tráfico. A investigação aponta que os suspeitos mantinham uma rotina de alto padrão e viviam em áreas nobres como forma de disfarçar as atividades investigadas.
Bens e movimentações sob investigação
Medidas judiciais alcançaram veículos atribuídos aos investigados, entre eles modelos da Audi, BYD, Honda, Volkswagen, Jeep, Chevrolet e uma motocicleta Honda. De acordo com a Polícia Civil, os bens somam mais de R$ 1,1 milhão.
Dados divulgados pela Polícia Civil sobre a investigação.
- 11Pessoas presasna Operação Iceberg
- R$ 1,1 milhãoBens atingidosvalor conjunto dos veículos
- R$ 621.489,73Valores movimentadosatribuídos a Theo Macedo e Dantas
A polícia também informou que Theo Macedo e Dantas, apontado como fornecedor de Erick, teria usado uma empresa inativa da mãe como fachada. Conforme a investigação, ele foi o maior remetente de valores analisado, com R$ 621.489,73 movimentados.
Vendas por redes sociais e Pix
Segundo a corporação, os entorpecentes eram anunciados em perfis de Instagram com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA. Os pedidos eram feitos por mensagens privadas, e os pagamentos ocorriam principalmente por Pix.
Depois da negociação, os produtos eram entregues em pontos combinados ou enviados a outras cidades, de acordo com a Polícia Civil. A investigação afirma que parte das drogas era distribuída de forma camuflada dentro de produtos de beleza, como cremes.
Outros nomes citados na apuração
A Polícia Civil aponta que Matheus Ribeiro Mello do Nascimento utilizava contas de terceiros para pagamentos e recebimentos e usava o carro do pai no esquema investigado. Ainda segundo a corporação, ele buscava fornecedores de drogas no Paraguai.
Os investigados são suspeitos de usar familiares, empresas e contas de outras pessoas para movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro. O material divulgado não informa quais serão os próximos atos do inquérito ou se as defesas dos presos foram localizadas.
Com informações de g1.
Foto de capa: Secom Bahia/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
