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Operação na Bahia prende 11 suspeitos de tráfico para clientes de alta renda

Operação Iceberg prendeu 11 suspeitos de tráfico de drogas para clientes de alta renda na Bahia, segundo a Polícia Civil.

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Polícia Civil da Bahia
Foto: Secom Bahia/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Polícia Civil afirma que grupo usava carros de luxo, contas de terceiros e produtos de beleza para ocultar atividades.

A Polícia Civil prendeu 11 pessoas nesta quinta-feira (24) durante a Operação Iceberg, que investiga um grupo suspeito de vender drogas a médicos, empresários e outros clientes de alta renda na Bahia. Os mandados foram cumpridos em Salvador e nas cidades de Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus.

Segundo a polícia, Erick Castro Gusmão Seixas era o principal alvo da ação e teria registrado carros de luxo no nome da avó para esconder recursos ligados ao tráfico. A investigação aponta que os suspeitos mantinham uma rotina de alto padrão e viviam em áreas nobres como forma de disfarçar as atividades investigadas.

Bens e movimentações sob investigação

Medidas judiciais alcançaram veículos atribuídos aos investigados, entre eles modelos da Audi, BYD, Honda, Volkswagen, Jeep, Chevrolet e uma motocicleta Honda. De acordo com a Polícia Civil, os bens somam mais de R$ 1,1 milhão.

InfográficoNúmeros da Operação Iceberg

Dados divulgados pela Polícia Civil sobre a investigação.

11
pessoas presasdurante a operação
  • 11Pessoas presasna Operação Iceberg
  • R$ 1,1 milhãoBens atingidosvalor conjunto dos veículos
  • R$ 621.489,73Valores movimentadosatribuídos a Theo Macedo e Dantas
Fonte: Polícia Civil da BahiaRevista Ideal

A polícia também informou que Theo Macedo e Dantas, apontado como fornecedor de Erick, teria usado uma empresa inativa da mãe como fachada. Conforme a investigação, ele foi o maior remetente de valores analisado, com R$ 621.489,73 movimentados.

Vendas por redes sociais e Pix

Segundo a corporação, os entorpecentes eram anunciados em perfis de Instagram com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA. Os pedidos eram feitos por mensagens privadas, e os pagamentos ocorriam principalmente por Pix.

Depois da negociação, os produtos eram entregues em pontos combinados ou enviados a outras cidades, de acordo com a Polícia Civil. A investigação afirma que parte das drogas era distribuída de forma camuflada dentro de produtos de beleza, como cremes.

Outros nomes citados na apuração

A Polícia Civil aponta que Matheus Ribeiro Mello do Nascimento utilizava contas de terceiros para pagamentos e recebimentos e usava o carro do pai no esquema investigado. Ainda segundo a corporação, ele buscava fornecedores de drogas no Paraguai.

Os investigados são suspeitos de usar familiares, empresas e contas de outras pessoas para movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro. O material divulgado não informa quais serão os próximos atos do inquérito ou se as defesas dos presos foram localizadas.

Com informações de g1.

Foto de capa: Secom Bahia/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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