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Combustíveis e Energia

Carbono Oculto cumpre 29 mandados e mira ex-executivo do Banco Genial

Terceira fase da Operação Carbono Oculto cumpriu 29 mandados e apura suspeita de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

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São Paulo
Foto: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Terceira fase da operação investiga suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis e a estruturas financeiras.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Gaeco, e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação investiga o suposto uso de empresas e estruturas financeiras para lavar dinheiro no setor de combustíveis.

Segundo os órgãos, o grupo sob investigação teria movimentado R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. A apuração busca esclarecer a origem dos recursos, quem controlava os ativos envolvidos e quais mecanismos teriam sido usados para ocultar os beneficiários das operações.

Mandados em sete estados

Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em sete estados. As medidas envolvem 24 empresas e 13 pessoas físicas, de acordo com o MP-SP e a Receita Federal.

InfográficoNúmeros da nova fase

Dados divulgados pelo MP-SP e pela Receita Federal.

R$ 11,6 bilhões
Movimentação investigadaEntre 2021 e 2025
  • 29MandadosBusca e apreensão
  • 7EstadosAlvos da operação
  • 24EmpresasEnvolvidas nas medidas
  • 13Pessoas físicasEnvolvidas nas medidas
  • R$ 100 milhõesRecursos à TerranaSegundo o MP-SP
  • R$ 370 milhõesDireitos creditóriosDa distribuidora
Fonte: MP-SP e Receita FederalRevista Ideal

O foco desta etapa é a estrutura que, conforme os investigadores, teria escondido o controle da Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana. A empresa teria sido adquirida com recursos que passaram por diferentes companhias antes de chegar ao negócio.

Alvos e operações financeiras

Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá. O Banco Genial informou que Humberto foi destituído da instituição em maio de 2026 e afirmou ter prestado informações ao Gaeco, além de ter adotado medidas de governança e controle.

A investigação também cita a Entre Investimentos, ligada ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Segundo a fonte, a empresa tem conexões com o setor financeiro e seu proprietário mantém ligações com Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

De acordo com o MP-SP, cerca de R$ 100 milhões teriam circulado por contas de empresas e fintechs antes de chegar à Terrana. Os investigadores também apuram aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da distribuidora na Justiça, adquiridos por uma financeira investigada a partir de um fundo controlado pelo mesmo grupo proprietário da empresa.

O que segue sob apuração

As autoridades investigam se investimentos de fachada e transações financeiras atípicas foram usados para fragmentar recursos, dissimular sua origem e ocultar patrimônio. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial; não há, no material divulgado, conclusão judicial sobre os investigados.

A Folha informou que procurou a Entre Investimentos por telefone na manhã desta quinta-feira, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

Com informações de redir.folha.com.br.

Foto de capa: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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