Segundo a Polícia Civil, ninguém foi preso e imagens de segurança são buscadas para identificar os suspeitos.
O cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar, de 43 anos, foi baleado no braço durante um assalto na região do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, na quarta-feira (16). Segundo relato do médico nas redes sociais, ele voltava de um plantão quando criminosos em motocicletas abordaram seu carro blindado.
Aranibar afirmou que abriu o vidro do Jeep Compass para reposicionar o retrovisor após uma moto encostar no veículo. Na sequência, outra motocicleta, com dois homens, se aproximou; os suspeitos anunciaram o roubo e atiraram quando ele demorou a alcançar o celular que havia caído dentro do carro.
Ferimento e atendimento
O disparo atingiu o braço esquerdo do médico e causou fratura no úmero, de acordo com o relato dele. O projétil ficou alojado no banco do motorista, e os criminosos fugiram sem levar o automóvel, o telefone, a carteira ou a aliança.
Mesmo ferido, Aranibar dirigiu até um hospital particular na zona sul. Ele passou por uma primeira cirurgia, informou que os movimentos da mão foram preservados e disse que deverá passar por outro procedimento para reconstrução do braço.
Segundo assalto em quatro meses
O médico contou que havia sido roubado à mão armada cerca de quatro meses antes, nas proximidades da Rodoviária do Rio, na região central. Naquele episódio, ele estava em outro automóvel, sem blindagem, e teve objetos pessoais levados.
Após o primeiro crime, Aranibar disse que comprou o carro blindado em busca de mais segurança. Depois do novo assalto, ele e a esposa decidiram deixar o estado, segundo o relato publicado pelo médico. O casal tem duas filhas.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil informou que investiga o caso e procura imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos envolvidos. O veículo também deve passar por perícia.
Até a publicação da informação pela polícia, ninguém havia sido preso. Não há, nas informações divulgadas, confirmação sobre a identidade dos suspeitos ou sobre a motivação específica da abordagem.
Com informações de redir.folha.com.br.
Foto de capa: Rafael Rabello de Barros/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
