Rhavi, de 3 anos e seis meses, recebeu atendimento domiciliar custeado pelo Estado após decisão judicial.
Rhavi, de 3 anos e seis meses, deixou o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) na tarde de quarta-feira (23) e foi para casa pela primeira vez desde o nascimento. A saída ocorreu após a garantia de atendimento domiciliar, o chamado home care, custeado pelo Estado.
O menino tem Síndrome de Noonan, condição genética rara que compromete o funcionamento do sistema digestivo. Ele recebe nutrientes diretamente pela veia e depende de ventilação mecânica por sequelas ligadas à prematuridade pulmonar; por isso, a família acionou a Justiça do Rio Grande do Sul para viabilizar a desospitalização com segurança.
Atendimento montado para a casa
Segundo o g1, a decisão judicial determinou que o Estado arcasse com a estrutura necessária para o tratamento de Rhavi fora do hospital. O serviço reúne equipamentos, insumos e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.
O plano inclui profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição. A advogada da família, Alessandra Ludwig, sustentou no processo que esses recursos precisavam ser fornecidos de forma integrada para manter o cuidado do menino em casa.
Rotina desde o nascimento
Rhavi viveu internado no HCPA desde que nasceu. Na ala pediátrica, cresceu, comemorou aniversários e foi batizado, enquanto a mãe, Jéssica de Azevedo Bastos, acompanhava a rotina de terapias e medicações.
Servidora pública de Rio Pardo, Jéssica se afastou do trabalho para cuidar do filho. De acordo com a reportagem, ela não conseguia se distanciar dele por mais de uma hora em razão das necessidades de atendimento.
Evolução clínica permitiu a saída
Nos primeiros meses de vida, Rhavi ficou entubado e passou por uma cirurgia cardíaca aos seis meses, antes do diagnóstico genético. A equipe médica relatou evolução positiva no último ano, apesar das perspectivas iniciais de sobrevivência.
Marcos informados pela reportagem até a desospitalização.
- Desde que nasceuNascimentoPermaneceu internado
- Aos seis mesesCirurgia cardíacaAntes do diagnóstico genético
- 23 de setembroAlta para casaCom atendimento domiciliar
A pediatra Sandra Helena Machado avalia que a mudança de ambiente e a convivência fora do hospital podem contribuir para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. A alta depende agora da manutenção da estrutura de atendimento domiciliar determinada pela Justiça.
Com informações de g1.
Foto de capa: Ana Paula Folletto/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
