Agora
Rio Grande do Sul

Menino com síndrome rara deixa hospital e vai para casa no RS

Rhavi, de 3 anos e seis meses, deixou o HCPA após obter na Justiça atendimento domiciliar custeado pelo Estado.

Compartilhar: WhatsApp Facebook LinkedIn
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Foto: Ana Paula Folletto/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Rhavi, de 3 anos e seis meses, recebeu atendimento domiciliar custeado pelo Estado após decisão judicial.

Rhavi, de 3 anos e seis meses, deixou o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) na tarde de quarta-feira (23) e foi para casa pela primeira vez desde o nascimento. A saída ocorreu após a garantia de atendimento domiciliar, o chamado home care, custeado pelo Estado.

O menino tem Síndrome de Noonan, condição genética rara que compromete o funcionamento do sistema digestivo. Ele recebe nutrientes diretamente pela veia e depende de ventilação mecânica por sequelas ligadas à prematuridade pulmonar; por isso, a família acionou a Justiça do Rio Grande do Sul para viabilizar a desospitalização com segurança.

Atendimento montado para a casa

Segundo o g1, a decisão judicial determinou que o Estado arcasse com a estrutura necessária para o tratamento de Rhavi fora do hospital. O serviço reúne equipamentos, insumos e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.

O plano inclui profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição. A advogada da família, Alessandra Ludwig, sustentou no processo que esses recursos precisavam ser fornecidos de forma integrada para manter o cuidado do menino em casa.

Rotina desde o nascimento

Rhavi viveu internado no HCPA desde que nasceu. Na ala pediátrica, cresceu, comemorou aniversários e foi batizado, enquanto a mãe, Jéssica de Azevedo Bastos, acompanhava a rotina de terapias e medicações.

Servidora pública de Rio Pardo, Jéssica se afastou do trabalho para cuidar do filho. De acordo com a reportagem, ela não conseguia se distanciar dele por mais de uma hora em razão das necessidades de atendimento.

Evolução clínica permitiu a saída

Nos primeiros meses de vida, Rhavi ficou entubado e passou por uma cirurgia cardíaca aos seis meses, antes do diagnóstico genético. A equipe médica relatou evolução positiva no último ano, apesar das perspectivas iniciais de sobrevivência.

InfográficoTrajetória de Rhavi no hospital

Marcos informados pela reportagem até a desospitalização.

  1. Desde que nasceuNascimentoPermaneceu internado
  2. Aos seis mesesCirurgia cardíacaAntes do diagnóstico genético
  3. 23 de setembroAlta para casaCom atendimento domiciliar
Fonte: g1Revista Ideal

A pediatra Sandra Helena Machado avalia que a mudança de ambiente e a convivência fora do hospital podem contribuir para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. A alta depende agora da manutenção da estrutura de atendimento domiciliar determinada pela Justiça.

Com informações de g1.

Foto de capa: Ana Paula Folletto/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

Ver publicações do autor →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *