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Plano para 15,8 mil casas no Norfolk Broads gera críticas ambientais

Plano no Norfolk Broads permite 15.780 casas com taxa para restauração ambiental e recebe críticas de especialistas.

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The Broads
Foto: Peter Henry Emerson/Wikimedia Commons (Public domain)

Cobrada de construtoras, taxa de £ 2.675 por imóvel financiará ações de restauração em área úmida protegida da Inglaterra.

O governo britânico colocou em consulta um plano que permite a construção de 15.780 casas na região protegida de Norfolk Broads, no leste da Inglaterra. Pelo modelo, as construtoras pagarão uma taxa de £ 2.675 por imóvel para financiar medidas de restauração ambiental, informou a Natural England, órgão público de conservação da natureza.

A proposta é a primeira desse tipo após a entrada em vigor da Lei de Planejamento e Infraestrutura. Críticos ouvidos pelo jornal The Guardian afirmam que a cobrança não cobre os danos previstos aos rios e áreas úmidas e que o plano prioriza compensações futuras, sem medidas para evitar a poluição adicional.

Quanto será cobrado das construtoras

A taxa deverá gerar £ 42 milhões para um fundo de restauração da natureza. Segundo a Natural England, os recursos serão destinados, entre outras ações, à criação e recuperação de áreas alagadas, à conversão de terras agrícolas em habitats seminaturais, à recuperação de canais de drenagem e ao manejo de cervos.

InfográficoNúmeros do plano para Norfolk Broads

Dados previstos na proposta em consulta pública.

15.780
casas permitidasna área do plano
  • 15.780Casas permitidasprevistas no plano
  • £ 2.675Taxa por casapaga por construtoras
  • £ 42 milhõesFundo previstopara restauração ambiental
Fonte: Natural EnglandRevista Ideal

Uma versão anterior do plano, obtida pelo Guardian, previa cobranças entre £ 5.400 e £ 60.500 por casa, conforme o volume total de poluição por nutrientes provocado pelos empreendimentos. A versão publicada ficará aberta a consulta por 28 dias.

Risco para rios e espécies

A Natural England reconhece que as novas moradias causarão danos físicos, químicos, hidrológicos e biológicos aos habitats da região, principalmente pelo aumento de nitrogênio e fósforo decorrente de esgoto e escoamento urbano. Ainda assim, o órgão sustenta que as ações financiadas terão efeito superior ao impacto negativo máximo projetado.

De acordo com análise citada pelo Guardian, os empreendimentos podem acrescentar 7.695 quilos de nitrogênio por ano aos cursos d'água protegidos e até 435 quilos anuais de fósforo. Os rios Wensum, Bure e Yare estão entre os afetados pelo plano.

Questionamentos ao modelo de compensação

Especialistas em ecologia, direito ambiental e conservação questionam o valor da taxa e a ausência de medidas para reter a poluição antes que ela alcance os rios. Sally Hayns, diretora-executiva do Chartered Institute of Ecology and Environmental Management, disse haver preocupação com estimativas de custo consideradas conservadoras.

Bradley Tooze, diretor do fundo de restauração da natureza da Natural England, afirmou que o plano busca proteger habitats do Norfolk Broads por meio de restauração de rios e criação de áreas úmidas, ao mesmo tempo em que permite desenvolvimento sustentável. O órgão informou que receberá contribuições durante a consulta pública.

Com informações de theguardian.com.

Foto de capa: Peter Henry Emerson/Wikimedia Commons (Public domain)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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