Tempestade alcançou ventos de 270 km/h e pode provocar chuvas intensas, ondas e inundações em quatro estados mexicanos.
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O furacão Polo alcançou a categoria 5 na terça-feira (22) no oceano Pacífico, após se intensificar de tempestade tropical à classificação máxima em cerca de 36 horas. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o sistema registrou ventos de 270 km/h na noite de terça-feira.
A previsão é que o Polo siga para noroeste, em rota paralela ao litoral mexicano do Pacífico. Embora a trajetória não indique, por enquanto, impacto direto em terra, autoridades alertaram para chuvas fortes, risco de inundações e deslizamentos em Guerrero, Michoacán, Colima e Jalisco.
Risco de chuva, ondas e deslizamentos
O Serviço Meteorológico Nacional do México informou que são esperadas ondas entre 3 e 4 metros nas costas de Michoacán e Guerrero. O órgão também citou possibilidade de elevação de rios e córregos, transbordamentos e alagamentos em áreas baixas dos estados sob alerta.

O NHC afirmou que ainda há incerteza sobre a distância que o furacão manterá da costa nos próximos dias. De acordo com o centro americano, há probabilidade de efeitos de vento, chuva e ressaca quando o Polo se aproximar de sua força máxima.
As autoridades educacionais suspenderam as aulas em municípios do litoral de Guerrero e Michoacán na terça e na quarta-feira. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu atenção à população da costa do Pacífico e disse que, até então, não parecia haver previsão de chegada direta do sistema ao continente.
Intensificação entre as mais rápidas
Meteorologistas apontaram que o Polo está entre os três fenômenos que mais rapidamente atingiram a categoria 5 desde o início dos registros no Pacífico. Os outros casos citados são os furacões Otis, em 2023, e Patricia, em 2015.
A aceleração do furacão ocorre durante um El Niño descrito por climatologistas como um dos mais intensos já registrados. Em 19 de setembro, a temperatura diária da superfície do mar em uma área-chave do Pacífico centro-oriental ficou 3,05°C acima da média, superando o recorde anterior de 3,02°C, marcado no El Niño de 2015.
Efeitos do El Niño no Pacífico e no Atlântico
Segundo especialistas e órgãos meteorológicos citados pela BBC, o El Niño tende a aumentar a formação de tempestades e furacões no Pacífico, enquanto reduz a atividade de furacões no Atlântico por alterar os ventos nas camadas mais altas da atmosfera. Em 2026, o Atlântico ainda não registrou um furacão, o maior período sem o primeiro sistema da temporada desde o início do monitoramento por satélite.
O fenômeno pode elevar a chance de tempestades e inundações em algumas regiões e de seca e incêndios florestais em outras. Entre os riscos mencionados estão mais inundações em áreas costeiras do Equador, Peru e sul dos Estados Unidos, além de maior ameaça de seca e incêndios no Brasil, na Austrália e na Indonésia.
Dados do alerta
As previsões podem mudar conforme o Polo avança próximo à costa mexicana. Os avisos em vigor destacam os seguintes dados:
Números do furacão Polo
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
- Categoria 5 atingida na terça-feira (22).
- Intensificação de tempestade tropical a categoria 5 em cerca de 36 horas.
- Ondas previstas de 3 a 4 metros em Michoacán e Guerrero.
- Aulas suspensas em municípios litorâneos de Guerrero e Michoacán na terça e na quarta-feira.
Com informações de bbc.com.
