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Guerra na Ucrânia

Chefes de inteligência europeus alertam para possível teste da Rússia à Otan

Chefes de inteligência europeus alertam para possível ação russa em território da Otan nos próximos meses, segundo o Guardian.

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Letônia
Foto: Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team, NASA/GSFC/Wikimedia Commons (Public domain)

Autoridades da República Tcheca, Letônia e Suécia veem risco de ações em território europeu nos próximos meses, segundo o Guardian.

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Chefes de inteligência da República Tcheca, Letônia e Suécia alertaram para a possibilidade de a Rússia testar a resposta da Otan com uma ação em solo europeu nos próximos meses, segundo entrevistas publicadas pelo jornal britânico The Guardian. As autoridades apontam uma escalada de atos de sabotagem atribuídos a Moscou, embora a participação russa nem sempre possa ser comprovada.

A avaliação é que essas ações buscam provocar instabilidade entre países que apoiam a Ucrânia, sem atingir o nível de um confronto militar direto. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou ao Parlamento que análises de inteligência indicavam a possibilidade de ataques com drones ou mísseis contra território da Otan nos próximos meses; o presidente francês, Emmanuel Macron, também convocou uma reunião de emergência com líderes partidários diante de alertas semelhantes.

Alertas ainda não são confirmação

Os dirigentes ouvidos pelo jornal disseram que um eventual teste russo poderia ocorrer em questão de meses, e não de anos. O repórter Shaun Walker, porém, ponderou que informações de inteligência exigem cautela, pois raramente é possível saber se os alertas se baseiam em planos concretos ou em sinais avaliados por analistas.

Segundo a reportagem, o nível atual de preocupação não é comparável ao período anterior à invasão em larga escala da Ucrânia, quando autoridades dos Estados Unidos apresentavam evidências mais sólidas sobre os planos do Kremlin. Ainda assim, a disposição de chefes de inteligência em falar publicamente foi interpretada como uma tentativa de ampliar o alerta entre aliados europeus.

Sabotagens e resposta dos governos

Desde o início deste ano, a reportagem reuniu episódios em diferentes países que se inserem no que autoridades chamam de guerra híbrida. Entre os casos mencionados estão:

  • incêndios sem explicação em instalações de defesa na Itália, Bulgária, Estônia e Eslováquia;
  • a descoberta de um drone com explosivos perto de um avião de carga ucraniano no aeroporto de Leipzig, na Alemanha;
  • o incêndio em uma loja Ikea na Lituânia e o alerta da Dinamarca sobre recrutamento de cidadãos para sabotar empresas de defesa ligadas à Ucrânia.

Após o caso em Leipzig, a Alemanha expulsou mais de 150 diplomatas russos e anunciou controles mais rígidos na entrada de cidadãos da Rússia. A reportagem também cita sanções da União Europeia contra bancos, empresas de energia e entidades acusadas de ajudar Moscou a contornar restrições ocidentais.

Próximos passos

Governos europeus discutem como responder sem ampliar o risco de confronto militar direto. De acordo com o Guardian, há maior disposição entre países da União Europeia para atuar contra a chamada frota paralela russa, usada para transportar petróleo e outros suprimentos nos mares Báltico e do Norte.

Com informações de theguardian.com.

Foto de capa: Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team, NASA/GSFC/Wikimedia Commons (Public domain)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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