Até 1.113 terminais poderão ser usados em 13 estados; tribunais regionais definirão os locais atendidos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) usará conexão por satélite da Starlink para transmitir dados de urnas em locais de votação remotos sem infraestrutura convencional de comunicação. Segundo o tribunal, poderão ser utilizados até 1.113 terminais em 13 estados nas eleições.
A conexão chegará à Justiça Eleitoral por meio de um contrato com a Hughes Telecomunicações do Brasil, firmado em março. A empresa utilizará terminais que operam na infraestrutura da Starlink, desenvolvida pela SpaceX, de Elon Musk.
Contrato e escolha dos locais
A contratação foi feita por edital da Justiça Eleitoral, de acordo com informações prestadas pelo TSE à CNN Brasil. Embora tenha informado o limite de equipamentos e a quantidade de estados atendidos, o tribunal não apresentou, no material divulgado, a relação dos locais de votação que receberão os terminais.
Dados informados pelo TSE sobre o atendimento a locais remotos.
- 1.113Terminais previstosAté esse limite
- 13Estados atendidos
- marçoContratação
Caberá às unidades dos tribunais regionais eleitorais (TREs) definir quais locais usarão a conexão por satélite e organizar a distribuição dos equipamentos. Essa escolha ficará a cargo de cada tribunal regional, conforme as necessidades dos locais de votação sob sua responsabilidade.
Como os arquivos serão enviados
Segundo o TSE, os locais conectados por satélite seguirão, em essência, o mesmo procedimento adotado onde existem outras formas de acesso à internet. O tribunal ressalva que as condições geográficas, operacionais e de telecomunicação variam entre as unidades da Federação.
A transmissão será feita pelo JE-Connect, sistema usado pela Justiça Eleitoral para enviar à contagem os arquivos gerados pelas urnas eletrônicas. Esses arquivos são assinados digitalmente antes do envio. A conexão da Starlink será, portanto, uma das formas de acesso à internet utilizadas nesse processo, destinada aos pontos sem infraestrutura convencional de transmissão de dados.
Com informações de CNN Brasil.
Foto de capa: Borowskki/Wikimedia Commons (Public domain)
