Investidor afirma que negócios alemães deixam de crescer até alcançar escala global; país perdeu a liderança em número de empresas na Fortune 500 Europe.
O investidor Peter Thiel afirmou, em entrevista ao podcast MDMEETS, que a Alemanha tem dificuldade para transformar novos negócios em grandes empresas globais. Nascido no país, ele atribui parte do problema ao que chamou de “medo do sucesso”: empreendedores venderiam suas companhias ou sairiam delas antes de expandi-las.
A avaliação foi publicada pelo InfoMoney em 26 de setembro. Ela ocorre em meio a uma mudança no ranking Fortune 500 Europe: pela primeira vez nos quatro anos da lista, o Reino Unido superou a Alemanha em número de empresas classificadas.
O argumento de Thiel
Na conversa com o executivo de mídia Mathias Döpfner, Thiel disse que a aversão ao risco não explica sozinha a dificuldade de crescimento dos negócios alemães. Segundo ele, mesmo quando uma empresa dá certo, seus fundadores nem sempre procuram levá-la à escala alcançada por companhias criadas por Elon Musk ou Mark Zuckerberg.
Cofundador do PayPal e da Palantir, Thiel também comparou a origem das grandes fortunas nos dois países. Na avaliação dele, os americanos mais jovens presentes entre os mais ricos construíram predominantemente seu patrimônio, enquanto os alemães da mesma faixa etária o herdaram. Trata-se de uma interpretação do investidor, baseada em um grupo específico de pessoas.
Indicadores e indústria alemã
A Fortune 500 Europe registra a seguinte distribuição de empresas entre os dois países:
Empresas na Fortune 500 Europe e posição no painel de inovação de 2026.
- 73Alemanha na listaFortune 500 Europe
- 76Reino Unido na listaFortune 500 Europe
- 10ª posiçãoAlemanha em inovaçãoPainel Europeu de Inovação de 2026
| País | Empresas na lista |
|---|---|
| Reino Unido | 76 |
| Alemanha | 73 |
Outro indicador citado na reportagem é o Painel Europeu de Inovação de 2026, da União Europeia, em que a Alemanha ficou na 10ª posição. No setor automobilístico, a Volkswagen passou do sexto lugar no ranking Fortune Global 500, em 2017, para o 13º lugar na classificação atual. A montadora aprovou neste mês um plano de reestruturação que prevê reduzir sua linha de modelos e cortar empregos.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: dronepicr/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
