Gestora monitora as ferramentas usadas por seus especialistas para evitar gastos desnecessários.
A Kinea Investimentos passou a pedir justificativa quando um funcionário usa um modelo de inteligência artificial mais caro para uma tarefa que poderia ser resolvida por uma ferramenta simples. A medida faz parte de uma política interna para controlar os custos da tecnologia, segundo entrevista do CEO Marcio Verri publicada pelo InfoMoney em 26 de setembro de 2026.
A gestora acompanha quais modelos são usados e para quais atividades por seus mais de 200 especialistas. De acordo com Verri, o objetivo é ajustar a capacidade da ferramenta à complexidade do trabalho, sem restringir formalmente o acesso aos modelos nesta fase.
Onde a IA é usada
Antes de incorporar a tecnologia à rotina, a Kinea dedicou cerca de três anos à construção de infraestrutura de dados e armazenamento compatível com seus padrões de segurança. A partir dessa base, passou a usar IA na gestão de informações de crédito, na operação de fundos multimercados e no aprofundamento de pesquisas para investimentos.
Dados da gestora apresentados em entrevista ao InfoMoney
- mais de 200EspecialistasUso das ferramentas é monitorado
- cerca de três anosConstrução da baseInfraestrutura de dados e armazenamento
- mais de R$ 150 bilhõesRecursos sob gestão
Em crédito privado, as ferramentas ajudam a acompanhar dados sobre empresas da carteira, como protestos, atrasos e inadimplência. Quando aparece um sinal relevante, o analista responsável recebe um alerta. Segundo Verri, a tecnologia também acelerou a análise de documentos, regulamentos e cláusulas.
O que muda na rotina
A auditoria do uso de IA criou uma função voltada a monitorar gastos, ferramentas escolhidas e finalidades de uso, além de orientar os funcionários sobre as diferenças entre os modelos. A gestora tem acesso a opções americanas, chinesas e locais, com preços e capacidades distintos.
Verri afirma que modelos avançados podem ser adequados a discussões complexas de investimento, mas não a tarefas operacionais simples. A IA processa informações e aponta sinais; a interpretação e a decisão final continuam com os analistas. Segundo o CEO, a adoção da tecnologia não foi acompanhada de redução da equipe.
Com informações de infomoney.com.br.
