Banco vê espaço para novos investimentos em refino, distribuição, fertilizantes, etanol e minerais críticos.
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A exploração e a produção de petróleo devem continuar recebendo a maior parte dos recursos da Petrobras nos próximos anos, apesar de a estatal avaliar investimentos em outras áreas. A conclusão é do Itaú BBA, em relatório divulgado nesta segunda-feira (22), que mapeou possíveis destinos para o capital da companhia.
Segundo o banco, a Petrobras acelerou a execução de projetos, especialmente em Búzios, e os investimentos superaram as projeções em 2024 e 2025. A instituição avalia que esse ritmo pode se repetir em 2026, com o pré-sal ainda no centro da estratégia.
Projetos de petróleo e refino
Búzios 12 e a revitalização de Albacora são apontados pelo Itaú BBA como os próximos grandes projetos que podem receber decisão final de investimento. Juntos, os empreendimentos representam US$ 11,5 bilhões em capex, considerada a participação da Petrobras.
A Margem Equatorial segue como a principal fronteira exploratória brasileira no radar da empresa, enquanto projetos internacionais, sobretudo na África, também ganham espaço. O banco projeta produção de 2,7 milhões de barris por dia em 2026, 2,9 milhões em 2027 e 3,1 milhões em 2028.
No refino, a Petrobras reiterou a meta de atender toda a demanda brasileira por diesel até 2030. Para isso, seriam necessários cerca de 175 mil barris diários adicionais em relação ao previsto no Plano de Negócios 2026-2030, segundo o Itaú BBA.
Novas frentes em avaliação
Além do petróleo e gás, as discussões da estatal passaram a incluir combustíveis, fertilizantes, petroquímica, etanol, distribuição e minerais críticos. O banco cita como possibilidades:
- modernizações em refinarias e eliminação de gargalos;
- uma eventual volta à distribuição de combustíveis e GLP;
- parcerias ou projetos no setor de etanol;
- expansão da produção de fertilizantes;
- investimentos em minerais ligados a baterias e armazenamento de energia.
A Petrobras confirmou que avalia retornar à distribuição de combustíveis, mas qualquer iniciativa depende do fim do acordo de não concorrência com a Vibra, previsto para meados de 2029. No GLP, a companhia também estuda oportunidades após ter vendido seu negócio de distribuição em 2020.
O Itaú BBA estima que uma expansão hipotética da capacidade de fertilizantes para 2,95 milhões de toneladas por ano exigiria cerca de US$ 4,8 bilhões. Já uma entrada em mineração dependeria de mudança no estatuto da Petrobras, conforme o relatório.
Projeções de investimentos
O banco calcula investimentos superiores aos previstos no atual Plano Estratégico entre 2027 e 2028. A estimativa considera a continuidade da aceleração de projetos, principalmente no pré-sal.
Capex estimado para a Petrobras
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
| Ano | Capex estimado pelo Itaú BBA |
|---|---|
| 2027 | US$ 22,7 bilhões |
| 2028 | US$ 22 bilhões |
| 2029 | US$ 17,3 bilhões |
| 2030 | US$ 16,1 bilhões |
O Itaú BBA mantém recomendação de compra para as ações da Petrobras e elevou o preço-alvo de R$ 63 para R$ 64 por ação. Para o banco, o crescimento da produção, o maior uso das refinarias e a redução dos custos de extração sustentam a geração de caixa mesmo com a normalização dos preços do petróleo.
Com informações de infomoney.com.br.
