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Gestão e Liderança

Brené Brown defende liderança mais humana diante da incerteza e da IA

Brené Brown defende liderança mais humana na era da IA e critica modelos de gestão baseados no medo.

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Brené Brown
Foto: Dell Inc./Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Pesquisadora diz que gestores precisam reconhecer o estresse das equipes e rever modelos baseados no medo.

A pesquisadora e autora Brené Brown defendeu uma liderança mais atenta às pessoas em meio à incerteza e ao avanço da inteligência artificial. Ela tratou do tema durante o Fortune Most Powerful Women Summit, realizado em 2025, em Washington.

Segundo Brown, mudanças rápidas nos mercados, tensões políticas e dificuldades vividas por trabalhadores tornam mais difícil agir com coragem. Embora se diga otimista em relação à tecnologia, ela sustenta que capacidades humanas continuam essenciais para quem lidera equipes.

Decisões em tempos de incerteza

Brown afirmou que as pessoas buscam segurança, mas enfrentam níveis elevados de estresse e medo. Para ela, liderar nesse ambiente exige perceber as próprias reações antes de tomar decisões e manter as escolhas alinhadas à missão e aos valores da organização.

A pesquisadora também citou a metacognição — a capacidade de refletir sobre o próprio pensamento — como uma habilidade necessária aos gestores. Em sua avaliação, desacelerar uma decisão pode ajudar a evitar que ela seja guiada apenas pela pressão do momento.

Crítica à gestão baseada no medo

Brown criticou a influência do modelo de gestão associado a Jack Welch, ex-presidente e CEO da General Electric. Na avaliação dela, uma liderança rígida, concentrada apenas em resultados, não responde bem a ambientes complexos e pode dificultar a colaboração entre colegas.

InfográficoA curva de vitalidade

Divisão dos funcionários no modelo de gestão criticado por Brené Brown

70%Faixa intermediária
  • Melhores desempenhos20%
  • Faixa intermediária70%
  • Piores desempenhosGrupo sujeito a desligamento anual10%
Fonte: InfoMoneyRevista Ideal

Um exemplo desse modelo é a chamada curva de vitalidade, que dividia os funcionários por desempenho. Os percentuais descritos para cada grupo eram:

Classificação Parcela dos funcionários
Melhores desempenhos 20%
Faixa intermediária 70%
Piores desempenhos 10%

Pelo sistema, os integrantes do último grupo deveriam ser desligados anualmente. Brown argumenta que manter equipes sob ameaça não é uma forma duradoura de motivá-las; em seu trabalho sobre vulnerabilidade e liderança, ela defende espaço para emoções difíceis, empatia e conexões entre as pessoas.

Com informações de infomoney.com.br.

Foto de capa: Dell Inc./Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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