Em teste de duas semanas, o Muse resolveu tarefas cotidianas, mas exigiu acesso a dados pessoais e teve dificuldades em serviços de terceiros.
A Meta apresentou em setembro o Muse, aplicativo de agente de inteligência artificial capaz de executar tarefas em nome do usuário. Em São Francisco, um jornalista do The New York Times testou a ferramenta por duas semanas para verificar o que ela conseguia fazer — e onde encontrava limites.
No teste, o agente ligou para a operadora do plano odontológico do jornalista, informou seus dados de beneficiário, respondeu a uma pergunta de segurança e esperou até poder transferir a chamada para ele. Para realizar essa e outras tarefas, o Muse recebeu acesso a contas pessoais e a serviços usados pelo repórter.
Tarefas que o agente conseguiu executar
Depois de conectar cartões de crédito e uma planilha ao Muse, o jornalista pediu que ele acompanhasse seus gastos. Segundo o relato, o agente organizou os dados, identificou duas assinaturas duplicadas e as cancelou. Também solicitou por e-mail o reembolso de um teste gratuito de jornal que havia expirado; o valor devolvido foi de US$ 44,99.
Dados relatados pelo jornalista que experimentou o aplicativo
- duas semanasDuração do testePeríodo de uso pelo jornalista
- US$ 44,99Reembolso solicitadoPor um teste gratuito expirado
- dez minutosPodcast produzidoDuração do episódio diário
O aplicativo ainda preencheu formulários na internet e pagou uma multa de estacionamento a partir de uma foto, após pedir autorização para efetuar o pagamento. O recurso de ligações, usado no contato com o plano odontológico, está disponível apenas para um grupo limitado de usuários, de acordo com o relato.
Acesso a dados e limites do serviço
Para fazer o teste, o jornalista entrou no aplicativo com suas contas do Facebook e do Instagram e conectou serviços como Gmail, Google Sheets e aplicativos bancários. O Muse tem uma modalidade gratuita com limites de uso e opções pagas. Esse nível de acesso a informações pessoais é uma das dúvidas apontadas no relato sobre uma possível adoção mais ampla da ferramenta.
O agente também não concluiu todas as tarefas sozinho: precisou de ajuda para comprar ingressos de jogos e teve problemas ao acessar uma conta de programa de recompensas. Além disso, segundo o The New York Times, a Amazon bloqueou o acesso do Muse ao seu site. O teste mostra, assim, a diferença entre as tarefas que o aplicativo já executou e aquelas que ainda dependem da intervenção do usuário ou do acesso permitido por outros serviços.
Com informações de redir.folha.com.br.
Foto de capa: InvadingInvader/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
