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Inteligência Artificial

Agente de IA da Meta faz ligações e cancela assinaturas, mas esbarra em sites

Teste do Muse, agente de IA da Meta, mostra tarefas que ele conseguiu executar, dificuldades em sites e acesso necessário a dados pessoais.

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Meta Platforms
Foto: InvadingInvader/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em teste de duas semanas, o Muse resolveu tarefas cotidianas, mas exigiu acesso a dados pessoais e teve dificuldades em serviços de terceiros.

A Meta apresentou em setembro o Muse, aplicativo de agente de inteligência artificial capaz de executar tarefas em nome do usuário. Em São Francisco, um jornalista do The New York Times testou a ferramenta por duas semanas para verificar o que ela conseguia fazer — e onde encontrava limites.

No teste, o agente ligou para a operadora do plano odontológico do jornalista, informou seus dados de beneficiário, respondeu a uma pergunta de segurança e esperou até poder transferir a chamada para ele. Para realizar essa e outras tarefas, o Muse recebeu acesso a contas pessoais e a serviços usados pelo repórter.

Tarefas que o agente conseguiu executar

Depois de conectar cartões de crédito e uma planilha ao Muse, o jornalista pediu que ele acompanhasse seus gastos. Segundo o relato, o agente organizou os dados, identificou duas assinaturas duplicadas e as cancelou. Também solicitou por e-mail o reembolso de um teste gratuito de jornal que havia expirado; o valor devolvido foi de US$ 44,99.

InfográficoNúmeros do teste do Muse

Dados relatados pelo jornalista que experimentou o aplicativo

US$ 44,99
Reembolso solicitadoDe um teste gratuito de jornal expirado
  • duas semanasDuração do testePeríodo de uso pelo jornalista
  • US$ 44,99Reembolso solicitadoPor um teste gratuito expirado
  • dez minutosPodcast produzidoDuração do episódio diário
Fonte: The New York TimesRevista Ideal

O aplicativo ainda preencheu formulários na internet e pagou uma multa de estacionamento a partir de uma foto, após pedir autorização para efetuar o pagamento. O recurso de ligações, usado no contato com o plano odontológico, está disponível apenas para um grupo limitado de usuários, de acordo com o relato.

Acesso a dados e limites do serviço

Para fazer o teste, o jornalista entrou no aplicativo com suas contas do Facebook e do Instagram e conectou serviços como Gmail, Google Sheets e aplicativos bancários. O Muse tem uma modalidade gratuita com limites de uso e opções pagas. Esse nível de acesso a informações pessoais é uma das dúvidas apontadas no relato sobre uma possível adoção mais ampla da ferramenta.

O agente também não concluiu todas as tarefas sozinho: precisou de ajuda para comprar ingressos de jogos e teve problemas ao acessar uma conta de programa de recompensas. Além disso, segundo o The New York Times, a Amazon bloqueou o acesso do Muse ao seu site. O teste mostra, assim, a diferença entre as tarefas que o aplicativo já executou e aquelas que ainda dependem da intervenção do usuário ou do acesso permitido por outros serviços.

Com informações de redir.folha.com.br.

Foto de capa: InvadingInvader/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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