Abordagem pode integrar o tratamento de doenças graves e progressivas, com atenção ao paciente e à família.
Cuidados paliativos são uma forma de assistência voltada a pessoas com doenças graves, progressivas e que ameaçam a continuidade da vida. A proposta é prevenir e aliviar o sofrimento, controlar dor e outros sintomas e preservar a qualidade de vida, sem significar interrupção do cuidado.
No Hospice Erasto Gaertner, em Curitiba, a assistência considera dimensões físicas, sociais, psicológicas e espirituais do paciente e de seus familiares. A unidade, inaugurada em 2020, atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra a Liga Paranaense de Combate ao Câncer.
Quando esse cuidado pode ser indicado
A indicação depende da condição clínica e das necessidades de cada paciente, segundo o Hospice Erasto Gaertner. Em doenças graves e progressivas, a equipe avalia medidas que possam reduzir sintomas e sofrimento e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
O plano de cuidado é individualizado e pode ser ajustado conforme a evolução clínica, os sintomas e as necessidades da pessoa atendida e de sua família. Mesmo quando não há possibilidade terapêutica curativa, a assistência inclui medidas de conforto, segurança e preservação da dignidade.
Assistência envolve diferentes áreas
O serviço atua de forma multiprofissional, reunindo médicos, profissionais de enfermagem e áreas de apoio. Entre elas estão psicologia, serviço social, nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia.

A atuação conjunta busca responder de maneira integrada às demandas de cada caso. Além do manejo da dor e de outros sintomas, o modelo prevê suporte emocional e acolhimento para familiares e cuidadores, que também enfrentam mudanças de rotina, inseguranças e decisões durante a doença.
Estrutura do hospice em Curitiba
O Hospital Erasto Gaertner mantém uma trajetória de cuidados paliativos desde 1994. O Hospice foi aberto depois, com pronto atendimento, ambulatório e 26 leitos humanizados.
Hospice Erasto Gaertner em números
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
Segundo a instituição, os espaços foram planejados para se aproximar de um ambiente doméstico e têm acomodações para acompanhantes e áreas de convivência. A estrutura ainda inclui sala de convivência, cozinha, espaço ecumênico, churrasqueira, horta e sala de terapias.
O que muda para pacientes e famílias
A assistência paliativa não representa abandono do tratamento, de acordo com o Hospice Erasto Gaertner. O foco passa a incluir, de forma organizada, controle de sintomas, apoio à família e atenção às necessidades clínicas, emocionais, sociais e espirituais em cada etapa da condição de saúde.
Com informações de g1.
Foto de capa: The Pathologist/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
