Produto atualizado permite editar arquivos do Word e Excel e ganha ferramentas de programação e automação.
A Microsoft anunciou nesta sexta-feira a unificação das versões corporativa e para consumidores do Copilot em um único produto voltado ao ambiente de trabalho. A mudança foi apresentada em um evento em Seattle, nos Estados Unidos, após seis meses de desenvolvimento, segundo executivos da empresa.
Com a reformulação, a companhia deixa de priorizar a disputa por chatbots pessoais com OpenAI, Google e Meta. A Microsoft pretende levar ao trabalho recursos de inteligência artificial voltados à execução e à automação de tarefas, em vez de desenvolver um assistente pessoal de conversa para o público em geral.
Integração com aplicativos de trabalho
O Copilot reformulado permitirá editar documentos do Word e planilhas do Excel sem sair do aplicativo ou da aba do navegador do assistente. A integração responde a reclamações de usuários sobre as limitações para usar a ferramenta junto aos programas de produtividade da própria Microsoft.
A plataforma também terá uma área específica para programação. Nela, os usuários poderão criar painéis de dados e automatizar atividades. O Scout, assistente que ficava ativo de forma contínua e já havia sido lançado pela empresa, será incorporado ao pacote sob o nome de Autopilot.
Mudança de foco da empresa
Há dois anos, a Microsoft mantinha equipes separadas para desenvolver um Copilot corporativo e outro destinado ao uso pessoal. A iniciativa para consumidores foi liderada por Mustafa Suleyman, mas, em março, as responsabilidades dele sobre o produto passaram para Jacob Andreou, ex-executivo do Snap.
Segundo Charles Lamanna, responsável por recursos centrais do Copilot corporativo, a empresa não pretende criar um produto nos moldes de um companheiro pessoal. Recursos antes pensados para consumidores, como ferramentas de saúde, estudos e busca de informações, foram incorporados à nova versão corporativa. Podcasts personalizados e um avatar animado foram retirados.
Base de assinantes e uso nas empresas
No fim de junho, empresas pagavam por mais de 30 milhões de assinaturas do Copilot, informou a Microsoft. As versões básicas continuam gratuitas, mas os recursos avançados estão vinculados ao Microsoft 365, pacote que reúne cerca de 90 milhões de usuários pagantes.
Dados citados sobre usuários e adoção da ferramenta.
- mais de 30 milhõesAssinaturas do Copilotno fim de junho
- cerca de 90 milhõesUsuários do Microsoft 365usuários pagantes
- 12 milColaboradores da GHDuso ampliado do Copilot
- cerca de 300Teste inicial da GHDno fim de 2023
A GHD, empresa canadense de engenharia e serviços profissionais, começou a testar o Copilot no fim de 2023 com cerca de 300 funcionários e ampliou o uso para seus 12 mil colaboradores. De acordo com David McLaren, responsável por dados e IA da companhia, a ferramenta é usada para resumir reuniões, administrar e-mails, preparar apresentações comerciais e elaborar análises para clientes.
O que muda no Copilot
A atualização reúne em uma só oferta as experiências antes separadas para consumidores e empresas. A prioridade passa a ser o uso de IA em documentos, planilhas, programação e atividades internas das organizações.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Jelson25/Wikimedia Commons (Public domain)
