Texto de opinião publicado pela Folha compara os métodos atribuídos a Flávio e Jair Bolsonaro.
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Um artigo de opinião publicado pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, sustenta que Flávio Bolsonaro, apontado no texto como candidato do PL à Presidência, representaria um risco maior à democracia brasileira do que seu pai, Jair Bolsonaro. O autor, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, atribui essa avaliação ao que chama de postura mais moderada e negociadora do senador.
A análise não relata fatos novos nem representa a posição editorial do jornal. Segundo a própria publicação, textos assinados na seção Tendências/Debates têm o objetivo de estimular o debate e não expressam necessariamente a opinião da Folha.
Diferença de método, segundo o autor
O texto afirma que Jair Bolsonaro adotou o confronto direto e fracassou na tentativa de golpe, enquanto Flávio teria maior disciplina partidária e disposição para negociar com atores que o pai enfrentava. Para o articulista, essa diferença estaria no método, e não nas convicções políticas atribuídas aos dois.
Na avaliação apresentada, decisões tomadas dentro das regras formais podem enfraquecer instituições democráticas se forem aprovadas por maiorias parlamentares alinhadas. O autor descreve como hipótese um cenário sem ruptura explícita, marcado por medidas justificadas como respostas a supostos abusos do Supremo Tribunal Federal.
Instituições e STF no centro da análise
O artigo argumenta que os mecanismos institucionais brasileiros dificultaram uma concentração de poder em 2018, citando a fragmentação partidária, o federalismo, o Judiciário e órgãos de controle. Mas pondera que esses freios não garantem, por si só, a preservação da democracia.
Segundo o autor, o contexto de 2026 teria elementos diferentes do de 2018. Entre eles estão uma crise de legitimidade do STF, como classificada no texto, e a possibilidade de o próximo presidente indicar quatro ministros para a Corte.
Influência dos Estados Unidos
O articulista também relaciona sua avaliação ao segundo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Ele afirma que Washington teria ampliado a interferência na América Latina e buscaria influenciar eleições em favor de candidaturas de extrema direita.
Para embasar essa leitura, o texto cita os pesquisadores Steven Levitsky e Lucan Way, autores de estudos sobre autoritarismos competitivos. A conclusão do artigo é que uma eventual erosão democrática poderia ocorrer por medidas graduais e formalmente legais, em vez de ações abertas de ruptura institucional.
Com informações de redir.folha.com.br.
