Economista afirma que o presidente usou o título de seu livro de 2019 em discurso e discute riscos à autonomia nacional.
Um artigo de opinião publicado pela Folha nesta quarta-feira, 24 de setembro de 2026, relaciona a frase usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um discurso na ONU ao debate sobre soberania nacional. Segundo o autor, economista e responsável pelo livro O Brasil Não Cabe no Quintal de Ninguém, lançado em 2019, Lula disse que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e foi aplaudido.
O colunista afirmou ter se sentido honrado pela referência ao título da obra e avaliou que a expressão pode se tornar um slogan da campanha eleitoral. O texto, porém, sustenta que a discussão vai além da disputa política e envolve a posição do país no mundo.
Argumentos sobre o peso do país
No artigo, o economista cita o território, a população e a economia brasileiros como elementos que, em sua avaliação, dão ao país relevância internacional. Ele escreve que o Brasil ocupa a quinta posição territorial, a sétima em população e a oitava em tamanho da economia mundial.
O autor também menciona reservas de terras raras, minerais críticos, urânio, petróleo e minério de ferro, além da biodiversidade e da produção cultural do país. Essas características, segundo ele, ajudam a explicar por que a defesa da soberania deve ser tratada como um tema central.
Críticas a Flávio Bolsonaro e aos Estados Unidos
A análise traz críticas ao senador Flávio Bolsonaro, citado pelo colunista como candidato à Presidência. O autor diz que o político se apresenta como alinhado ao governo dos Estados Unidos comandado por Donald Trump e menciona uma declaração atribuída a ele sobre disponibilizar uma equipe de transição ao governo americano em caso de vitória eleitoral.
O texto também classifica a política externa dos Estados Unidos como agressiva e intervencionista. Segundo o articulista, documentos e declarações do governo Trump apontariam o hemisfério Ocidental como área de influência exclusiva do país.
Defesa e cooperação internacional
Para o economista, uma eventual reeleição de Lula não eliminaria os desafios ligados à soberania. Ele afirma que o Brasil não está suficientemente preparado para enfrentamentos militares e defende o reforço da Defesa nacional.
O colunista sugere que esse esforço seja feito com recursos próprios e cooperação militar e tecnológica com França, Turquia, Irã, Rússia e China. As posições apresentadas no texto são do autor e, conforme aviso da Folha, artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal.
Com informações de redir.folha.com.br.
Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
