Presidentes dos Estados Unidos e da China discutem também semicondutores, terras raras e Taiwan, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira.
Donald Trump e Xi Jinping se reúnem em Washington nesta quinta-feira (24), em um encontro que recoloca as relações entre Estados Unidos e China no centro das atenções internacionais. Xi chegou aos EUA na noite de quarta-feira (23) e foi recebido por Trump na Base Conjunta Andrews, nos arredores da capital americana, com tapete vermelho e banda militar.
A visita é a primeira de Xi aos Estados Unidos em mais de uma década, segundo a fonte. As conversas devem tratar de inteligência artificial, comércio, terras raras, semicondutores e Taiwan, além da possibilidade de debates sobre as guerras no Irã e na Ucrânia.
Acordo temporário em discussão
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que negociadores dos dois países concordaram em estender por dois meses o chamado Acordo de Busan. Ele disse à Fox News que ainda não sabe se haverá condições para um entendimento mais amplo ou apenas uma renovação do acordo vigente.
O encontro ocorre em meio à relevância das trocas comerciais entre as duas maiores economias do mundo. O resultado das tratativas pode ter efeitos sobre os mercados de ações, commodities e câmbio, conforme a avaliação apresentada pela fonte.
Temas levados à mesa
Entre os assuntos previstos para a reunião estão disputas e áreas estratégicas na relação entre Washington e Pequim:
- Inteligência artificial;
- Comércio bilateral;
- Terras raras;
- Semicondutores;
- Taiwan.
A pauta também pode incluir os conflitos no Irã e na Ucrânia. Não há, no material divulgado, indicação de quais acordos podem ser fechados pelos dois presidentes.
Sinalização na chegada
Trump foi pessoalmente à pista da Base Conjunta Andrews para receber Xi, em vez de esperar o líder chinês na Casa Branca. A cerimônia teve tapete vermelho e banda militar, em uma recepção descrita pela fonte como incomum.
A agenda entre os presidentes ocorre enquanto os rendimentos dos títulos americanos permanecem próximos dos maiores patamares em duas décadas, cenário que tem afetado ativos de risco. A repercussão das conversas será acompanhada por investidores diante do peso das relações entre EUA e China no comércio global.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Daniel Torok/Wikimedia Commons (Public domain)
