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Polícia e Segurança

MP denuncia dois falsos médicos suspeitos de ligação com oito mortes em SP

MP de São Paulo denuncia dois falsos médicos suspeitos de ligação com oito mortes em hospital da zona leste da capital.

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São Paulo
Foto: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Investigação aponta que os dois usavam registros de profissionais que desconheciam a fraude em hospital da zona leste da capital.

O Ministério Público de São Paulo denunciou, na quarta-feira (23), Marcos Philipe de Barros e Mayke Cesar Silva, investigados por se passarem por médicos em um hospital particular da zona leste da capital. Segundo a apuração, os dois são suspeitos de envolvimento em oito mortes na unidade.

Os investigados atuavam clandestinamente no hospital desde o ano passado, de acordo com a investigação. A apuração aponta que eles teriam atendido cerca de 8.000 pacientes usando indevidamente registros profissionais de outros médicos.

Como funcionava a fraude

Segundo a polícia, Mayke usava documentos de um médico homônimo de Catanduva. Marcos, por sua vez, utilizava a identidade profissional de um médico de Marília, identificado pela assinatura do carimbo como Nicolas J. D. M.

Os dois profissionais do interior paulista são considerados vítimas e não têm envolvimento com os investigados, segundo a polícia. Policiais civis também filmaram Marcos, em frente ao condomínio onde morava em Mogi das Cruzes, aplicando tirzepatida em uma paciente; ele ainda fazia consultas por telemedicina a partir da residência, conforme a investigação.

Defesa contesta relação com mortes

A advogada Rosana Machado, que representa Mayke Cesar, afirmou que não há elementos para comprovar dolo nas mortes investigadas. Segundo ela, Mayke cursa o último período de medicina e atuava como estagiário no hospital, sob supervisão de outro médico.

A defesa sustenta que os óbitos decorreram de causas naturais e de intercorrências associadas a doenças preexistentes registradas nos prontuários. De acordo com a advogada, uma paciente chegou em estado grave, inconsciente e com dengue hemorrágica, enquanto outra tinha doença pulmonar obstrutiva crônica em estágio avançado.

A defesa de Marcos Philipe de Barros não foi localizada pela reportagem até a publicação da notícia.

Posição do hospital

Em maio, na segunda fase da investigação que prendeu Mayke, o Hospital das Clínicas Jardim Helena informou que também foi vítima da conduta ilegal atribuída aos investigados. A instituição declarou ter registrado boletim de ocorrência quando foi procurada pelas autoridades na primeira etapa da operação.

O hospital afirmou ainda que os investigados eram terceirizados e que a direção abriu uma sindicância interna.

Com informações de redir.folha.com.br.

Foto de capa: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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