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Doenças e Sintomas

Câncer raro que atingiu jovem morta em Mogi Guaçu pode ter diferentes sintomas

Entenda os sintomas, a investigação e o tratamento do câncer de suprarrenal que atingiu Cibele Marchis, morta em Mogi Guaçu.

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Mogi Guaçu
Foto: Nativasunivesp2_J.N.Lacerda/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Tumor de Cibele Marchis começou na glândula suprarrenal e se espalhou; oncologista explica como a doença é identificada e tratada.

A empresária Cibele Marchis, de 28 anos, morreu na quinta-feira (24) em Mogi Guaçu (SP), após enfrentar um câncer que começou na glândula suprarrenal e se espalhou pelo corpo. A mãe dela, Maria Elisabete, também morreu de câncer cerca de 10 horas depois, na madrugada de sexta-feira (25), em outro hospital.

Em entrevista ao g1, o oncologista Vinícius Corrêa da Conceição explicou que tumores originados na suprarrenal são raros: ocorrem de um a dois casos por ano a cada 1 milhão de habitantes. A doença pode surgir em diferentes idades, e suas características variam conforme as células afetadas e a produção de hormônios pelo tumor.

O que se sabe sobre o tumor

As suprarrenais são duas glândulas situadas acima dos rins e responsáveis pela produção de hormônios. Segundo o médico, boa parte dos tumores encontrados nessa região veio de cânceres iniciados em outros órgãos. No caso de Cibele, o tumor surgiu na própria glândula e, depois, apresentou metástases.

InfográficoOs dados sobre o caso e a doença

Informações relatadas pelo g1 e pelo oncologista Vinícius Corrêa da Conceição.

um a dois casos
Tumores originados na suprarrenalPor ano a cada 1 milhão de habitantes
  • um a dois casosIncidência anualA cada 1 milhão de habitantes
  • 50% a 60%Produzem hormôniosDos tumores de suprarrenal
  • 28 anosIdade de Cibele
  • 10 horasIntervalo entre as mortes
Fonte: g1Revista Ideal

O oncologista afirma que alguns casos têm relação com alterações genéticas, entre elas uma que envolve o gene TP53. Quando presente, essa alteração pode estar associada ao aparecimento mais cedo da doença. Isso não significa que todos os tumores de suprarrenal tenham a mesma origem ou evolução.

Sinais e investigação

De acordo com Vinícius, 50% a 60% dos tumores de suprarrenal produzem hormônios. Conforme a substância produzida, podem ocorrer sinais como:

  • Retenção de líquido, inchaço e rosto mais arredondado, associados ao excesso de cortisol.
  • Aumento de pelos e outros sinais de virilização, ligados ao excesso de andrógenos.
  • Pressão alta, vermelhidão e mudanças nos batimentos cardíacos, em alterações hormonais ligadas ao feocromocitoma.

Esses sinais também podem ter causas não relacionadas ao câncer. A investigação pode começar por sintomas hormonais ou por uma alteração encontrada em exame de imagem. Segundo o oncologista, a biópsia nem sempre é feita diretamente na glândula, pois pode causar complicações ou não esclarecer se a lesão é benigna ou maligna.

Como o tratamento é definido

Quando a doença está restrita à suprarrenal, a retirada cirúrgica do tumor pode ter finalidade curativa, segundo o médico. Se há metástases, o tratamento busca controlar a doença; as opções dependem do tipo de tumor, de sua extensão e da resposta do paciente.

Vinícius cita o mitotano como principal medicamento específico para esses tumores. Quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo também podem ser consideradas conforme o caso, embora ele aponte menor benefício das duas últimas opções nesse tipo de câncer.

Com informações de g1.

Foto de capa: Nativasunivesp2_J.N.Lacerda/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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