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Disputa entre Tata Sons e Tata Trusts expõe crise no topo do grupo indiano

Disputa entre Tata Sons e Tata Trusts envolve a presidência da holding e sua possível abertura de capital na Índia.

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Tata Group
Foto: Philafrenzy/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Reeleição de N. Chandrasekaran e possível abertura de capital da holding estão no centro do impasse.

Uma disputa de poder entre a Tata Sons, holding do Grupo Tata, e a Tata Trusts, sua acionista majoritária, ganhou força na Índia após a renovação do mandato de N. Chandrasekaran na presidência da empresa. O conflito envolve também a possibilidade de listar a holding em bolsa, medida à qual a entidade filantrópica ligada à família Tata se opõe.

O confronto foi deflagrado em 17 de setembro, quando o conselho da Tata Sons reconduziu Chandrasekaran por quatro votos a um, contrariando Noel Tata, presidente da Tata Trusts e indicado da entidade no colegiado. A Tata Trusts detém 66% da Tata Sons, enquanto o Grupo Shapoorji Pallonji possui 18,4% e é o segundo maior acionista.

Reeleição é contestada

Noel Tata classificou a recondução de Chandrasekaran como ilegal, segundo declaração citada pela Al Jazeera. Ele argumentou que os dois representantes da Tata Trusts no conselho deveriam votar de forma coordenada; Venu Srinivasan, o outro indicado da entidade, apoiou a permanência do presidente.

Chandrasekaran havia dito no mês passado que não buscaria novo mandato depois de fevereiro de 2027. Em comunicado, o Grupo Tata informou que o conselho pediu que ele reconsiderasse a decisão em nome dos interesses mais amplos do conglomerado, e ele aceitou.

Bolsa e saída de acionista estão em jogo

A discussão sobre uma abertura de capital aumentou depois de o Reserve Bank of India rejeitar o pedido da Tata Sons para deixar de ser registrada como empresa financeira não bancária. Segundo a reportagem, a regra do banco central exige listagem pública de companhias com ativos superiores a US$ 10,45 bilhões.

InfográficoNúmeros da disputa na Tata

Participações, valor de mercado e possível venda de ações citados no conflito.

66%
fatia da Tata Trustsna Tata Sons
  • 66%Tata Trustsparticipação na Tata Sons
  • 18,4%Shapoorji Pallonjiparticipação na Tata Sons
  • US$ 2,61 bilhõesVenda propostaparte da participação acionária
  • 26Empresas listadasintegrantes do Grupo Tata
  • US$ 277 bilhõesValor de mercadocompanhias listadas do grupo
Fonte: Tata Trusts e InGovernRevista Ideal

A Tata Sons afirmou, durante a reunião do conselho, que adotaria medidas para cumprir a exigência. Noel Tata se opôs, afirmando que a listagem mudaria a natureza do grupo e poderia afetar suas atividades filantrópicas, conduzidas pelas entidades controladoras.

O tema também interessa ao Grupo Shapoorji Pallonji, que busca transformar em dinheiro sua participação na Tata Sons em meio a dívidas. A Tata Trusts disse que Noel apresentou uma proposta para vender parte dessa fatia por US$ 2,61 bilhões, mas a Tata Sons ainda não comentou o plano. O Shapoorji Pallonji apoia a abertura de capital e diverge da posição de Noel Tata.

Peso do conglomerado

O Grupo Tata reúne negócios de tecnologia, automóveis, aço, energia, aviação, produtos químicos e bens de consumo. São 26 companhias listadas, entre elas TCS e Tata Motors, com valor de mercado combinado de US$ 277 bilhões e atuação em mais de 100 países, de acordo com a InGovern.

A definição do conflito pode afetar 17,7 milhões de acionistas de varejo das empresas listadas do grupo, além de fundos de pensão, seguradoras e fundos mútuos, segundo a consultoria de investimentos. A Tata Sons permanece como a principal holding e empresa de investimentos da estrutura do conglomerado.

Com informações de aljazeera.com.

Foto de capa: Philafrenzy/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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