Órgão regulador registrou 13.464 casos contra passageiros e público no ano encerrado em março de 2026.
Os relatos de agressões contra passageiros e outras pessoas nas ferrovias principais da Grã-Bretanha chegaram a 13.464 no ano encerrado em março de 2026. O total representa alta de 36% ante o período anterior e é o maior da série do Office of Rail and Road (ORR), iniciada em 2004.
Também cresceram os registros de violência, ameaças e abusos contra trabalhadores ferroviários. Foram 11.289 relatos, 12% acima do ano anterior, segundo o regulador britânico; os dados não incluem ocorrências da Irlanda do Norte.
Crescimento de assédio e agressões
Entre os casos que envolvem passageiros e o público, os registros de assédio aumentaram 52%, enquanto os de agressão comum subiram 30%. O ORR ressalta que uma mesma ocorrência pode ser classificada em mais de uma categoria — por exemplo, quando há assédio seguido de agressão física —, portanto os números não representam necessariamente fatos distintos.
Dados do ano encerrado em março de 2026
- 13.464Agressões ao públicoalta de 36%
- 52%Assédioaumento anual
- 11.289Agressões a trabalhadoresalta de 12%
- 2.487Agressões físicas a trabalhadores
- 11Mortes em passagensseis a mais
No grupo de trabalhadores, houve 2.487 agressões físicas. Mais da metade dos registros, 6.390, foi de abuso verbal; os demais envolveram ameaças.
O chefe de inspeção ferroviária do ORR, Richard Hines, classificou o aumento dos relatos como preocupante. Segundo ele, o órgão trabalha com empresas e sindicatos para identificar riscos, adotar controles, estimular a comunicação dos casos e oferecer apoio aos empregados depois das ocorrências.
Setor cita mais registros e monitoramento
De acordo com o jornal The Guardian, os dados refletem parcialmente a ampliação das denúncias e campanhas de tolerância zero no transporte público. Representantes da Network Rail e das operadoras afirmaram que o setor atua com a British Transport Police na investigação de ocorrências e no atendimento às vítimas.

As empresas também atribuíram parte do crescimento à troca mais ampla de informações, à melhora dos processos de notificação e ao uso maior de câmeras de segurança e equipamentos corporais por funcionários da linha de frente. O sindicato RMT pediu reforço de equipes e policiamento no transporte público.
Outros dados de segurança ferroviária
O levantamento do ORR apontou ainda 11 mortes de membros do público em passagens de nível da malha principal no período mais recente, seis a mais que no ano anterior. Oito das vítimas eram pedestres, e as demais usavam veículos rodoviários.
Os dados de agressões à força de trabalho passaram a registrar episódios mesmo sem ferimento físico. Já no metrô de Londres, onde há contagem única dos casos, os ataques contra funcionários tiveram leve queda no último ano, segundo o relatório citado pelo Guardian.
Com informações de bbc.co.uk, theguardian.com.
Foto de capa: Phil Sangwell/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
