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Abin vê risco crítico de interferência dos EUA nas eleições, diz Agência Pública

Segundo a Agência Pública, a Abin classificou como crítico o risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras de 2026.

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Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Segundo reportagem, agência monitora desde 2025 discursos que poderiam favorecer interesses americanos no Brasil.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026, segundo reportagem publicada pela Agência Pública nesta sexta-feira (25). De acordo com o veículo, a avaliação consta de relatório encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal.

A Pública afirma que a Abin produz análises sobre o tema desde novembro de 2025 e considera discursos de integrantes da extrema-direita brasileira como possíveis facilitadores de ataques à soberania nacional. O monitoramento, segundo a reportagem, acompanha manifestações que possam afetar instituições ou ampliar apoio político e popular a uma eventual intervenção externa.

Relatórios e monitoramento da Abin

Segundo a Agência Pública, os documentos internos da Abin tratam da ampliação da atuação dos Estados Unidos na América Latina durante o governo de Donald Trump. Fontes ouvidas sob reserva pelo veículo disseram que a agência acompanha também políticos com mandato, lideranças radicais e influenciadores digitais capazes de mobilizar apoiadores.

A reportagem afirma que uma fonte da Abin descreveu uma mudança no cenário eleitoral brasileiro: em vez de uma ameaça de abolição do Estado Democrático de Direito, haveria preocupação com interferência externa. Essa fonte declarou que o governo americano teria preferência pelo campo opositor e o enxergaria como facilitador de seus interesses.

Terras raras e tensão diplomática

Fontes da Abin ouvidas pela Pública apontaram as terras raras como um dos focos do interesse americano no Brasil. Segundo a reportagem, mais de 20% das reservas mundiais desses minerais estão no território brasileiro, e Trump assinou no início de seu mandato um decreto para acelerar a produção de minerais críticos nos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, respondeu à retórica intervencionista em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou, conforme reproduzido pela Pública.

Contatos com parlamentares e indicação diplomática

A Pública também informou que a Embaixada dos Estados Unidos procurou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para uma reunião com dois enviados do Departamento de Estado. Conforme a apuração, a missão teria como objetivo levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas; o Itamaraty negou vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.

InfográficoDatas citadas na apuração

Cronologia de fatos relatados pela Agência Pública.

  1. novembro de 2025Início das análisesrelatórios da Abin
  2. 16 de julhoAção de Rubioconvocação de 66 países
  3. 7 de agostoAprovação no Senadonome de Daniel Perez
  4. 22 de setembroDiscurso de Lulaabertura da Assembleia da ONU
Fonte: Agência PúblicaRevista Ideal

Ainda segundo a reportagem, o Ministério das Relações Exteriores não havia dado aval à indicação de Daniel Perez para chefiar a embaixada americana no Brasil. O Senado dos Estados Unidos aprovou o nome em 7 de agosto, mas a nomeação depende do agrément, a aceitação formal do país que receberá o diplomata.

Próximos passos

O monitoramento da Abin sobre possíveis impactos de discursos intervencionistas nas instituições brasileiras continua, de acordo com a Agência Pública. A reportagem não informa se o TSE, a Polícia Federal, o Itamaraty ou a Embaixada dos Estados Unidos se manifestaram sobre os pontos relatados.

Com informações de apublica.org.

Foto de capa: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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