Satsuki Katayama afirmou que o tema foi tratado em reunião recente entre Donald Trump e Sanae Takaichi.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou preocupação com a desvalorização do iene em uma reunião recente com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, segundo a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. A declaração foi dada em entrevista coletiva em Tóquio nesta sexta-feira, 25 de setembro.
Takaichi esteve em Nova York no início da semana para a Assembleia Geral da ONU e se reuniu com Trump para discutir uma agenda ampla, que incluiu segurança econômica. Katayama não detalhou quais medidas foram debatidas sobre a moeda japonesa.
Pressão sobre a moeda japonesa
No fim de julho, o iene chegou aos níveis mais fracos em 40 anos ante o dólar. Após essa queda, Tóquio e Washington atuaram conjuntamente no mercado de câmbio para dar suporte à moeda do Japão, segundo a fonte.
Desde então, uma alta de juros promovida pelo Banco do Japão e a expectativa de novos aumentos contribuíram para a recuperação parcial do iene. O movimento também reduziu a atratividade da moeda japonesa para operações de carry trade, estratégia que envolve tomar recursos em países com juros menores para aplicá-los em mercados de rendimentos mais altos.
Juros ainda limitam recuperação
A força do dólar e o aperto monetário do Federal Reserve voltaram a pressionar o iene, apesar da recuperação posterior à intervenção. Para Claudio Wewel, estrategista do J. Safra Sarasin, a retomada da moeda ocorre sobre uma “base frágil”.
Wewel afirmou que os sinais de aumentos mais rápidos de juros pelo Banco do Japão enfraquecem a percepção de que a instituição age lentamente, avaliação que há anos pesa sobre o iene. Ainda assim, ele disse que as reações recentes do mercado sugerem que o banco central japonês pode continuar atrás de outros integrantes do G10.
Stefan Angrick, da Moody’s Analytics, avaliou que bancos centrais de outros países, inclusive vizinhos do Japão, adotaram posições mais duras. Na análise dele, as altas de juros japonesas podem reduzir menos do que se esperava no começo do ano a diferença entre as taxas do Japão e as do restante do mundo.
Com informações de infomoney.com.br.
Foto de capa: Daniel Torok/Wikimedia Commons (Public domain)
