Madeleine Cova afirma que mais de 230 estudantes de uma escola pública morreram no desastre que atingiu La Guaira.
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A professora venezuelana Madeleine Cova relata viver um luto profundo desde o duplo terremoto que atingiu o norte da Venezuela em 24 de junho. Ela perdeu alunos das duas escolas onde trabalhava em La Guaira, Estado apontado pela reportagem como o mais devastado pelo desastre.
Segundo números do governo venezuelano citados pelo g1, os terremotos deixaram mais de 6,5 mil mortos. Outras fontes mencionadas pela reportagem estimam milhares de desaparecidos, mas não há confirmação sobre esse total.
Perdas nas duas escolas
Antes do desastre, Madeleine dava aulas de Espanhol e Literatura em uma escola privada e coordenava o segundo ano do ensino médio na escola pública Juan José Mendoza, onde continua trabalhando. Em julho, ela publicou uma homenagem aos estudantes no TikTok e informou, naquele momento, ter perdido 15 alunos da instituição privada e 100 da pública.
Em relato posterior, a professora disse que o número de mortos confirmados na escola pública ultrapassava 230, além de mais de 200 estudantes desaparecidos. Ela também afirmou ter perdido 16 alunos da escola privada, um número diferente do mencionado na publicação feita em julho.
A educadora contou que muitos alunos da escola pública viviam em áreas de La Guaira fortemente atingidas pelos terremotos. Segundo ela, a redução no número de turmas também reflete as mortes e a saída de famílias para outros Estados venezuelanos em busca de abrigo temporário.
Retorno das aulas e danos à rede
O ano escolar foi retomado na Venezuela em 14 de setembro, de acordo com a reportagem. Na ocasião, a presidente em exercício, Delcy Rodríguez, afirmou que 11 escolas desabaram e quase 1.017 sofreram danos.
Impacto informado após os terremotos
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.

Rodríguez declarou ainda que mais de 86 mil crianças foram transferidas para outras escolas para conseguir frequentar as aulas. Parte das unidades danificadas foi reabilitada, enquanto outras permaneciam em recuperação, segundo a presidente.
Madeleine disse que a escola pública, que tinha cerca de 22 turmas de ensino médio, conseguiu preencher apenas cinco no reinício das atividades: uma para cada ano. Para ela, o retorno à escola ocorre em meio ao impacto das perdas entre alunos, famílias e professores.
Com informações de g1.
