Chamado de Código R, procedimento mobiliza funcionários treinados antes da chegada da equipe médica.
O metrô de São Paulo aciona um protocolo de emergência chamado Código R quando uma pessoa sofre uma parada cardíaca em suas dependências. Seguranças da estação chamam funcionários treinados para iniciar o socorro antes da chegada de uma equipe médica.
O funcionamento do protocolo foi explicado pelo cardiologista Sérgio Timerman e pela médica emergencista Camila Lunardi em um episódio do CNN Sinais Vitais, gravado em uma estação. Segundo Timerman, agir rapidamente é parte da chamada corrente da sobrevivência, uma sequência de medidas de atendimento à parada cardíaca.
Como funciona o Código R
Ao identificar a emergência, os seguranças acionam o protocolo e um funcionário capacitado vai até a pessoa, de acordo com Timerman. Ele afirma que a corrente da sobrevivência tem seis elos, dos quais três ocorrem antes da chegada do serviço médico:
- Reconhecer a parada cardíaca.
- Chamar o socorro.
- Iniciar compressões cardíacas eficazes.
As compressões são feitas até a chegada do desfibrilador, explicou o cardiologista. Segundo ele, muitas paradas cardíacas estão associadas a um ritmo cardíaco desordenado, razão pela qual o equipamento é usado nas etapas seguintes do atendimento.
Sobrevida e risco de desidratação
Timerman afirma que o metrô mantém esse sistema de atendimento há 20 anos. Segundo ele, a taxa de sobrevida registrada na primeira pesquisa foi de 34% e atualmente chega a aproximadamente 40%. O especialista não detalhou, nas informações divulgadas, o período nem o número de casos avaliados nessas pesquisas.
Etapas e resultados citados pelo cardiologista Sérgio Timerman
- seis elosCorrente da sobrevivência
- 20 anosSistema no metrô
- 34%Primeira pesquisaTaxa de sobrevida registrada
- aproximadamente 40%Sobrevida atualTaxa informada por Timerman
Lunardi explicou que a desidratação grave também pode levar a uma parada cardíaca ao reduzir o volume de sangue em circulação. O risco existe especialmente em pessoas idosas cujo coração já apresenta problemas, segundo a médica. Ela disse que, diferentemente de uma parada súbita associada a um infarto, esse quadro pode se desenvolver de forma mais lenta.
Com informações de CNN Brasil.
Foto de capa: Wilfredor/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
