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Colunista defende voto em mulheres de diferentes correntes políticas

Colunista da Folha defende o voto em mulheres de diferentes correntes políticas para ampliar a presença feminina no poder.

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Colunista defende voto em mulheres de diferentes correntes políticas
Foto: World Intellectual Property Organization/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Em texto publicado pela Folha, autora sustenta que ampliar a presença feminina ajuda a mudar a composição do poder.

Em coluna publicada pela Folha em 25 de setembro de 2026, a jornalista Mariliz Pereira Jorge defendeu que eleitores votem em mulheres mesmo quando discordam de suas posições políticas. Para a autora, a maior presença feminina em postos de decisão altera a percepção de que a política é um espaço reservado aos homens.

O texto argumenta que representação não deve depender de concordância ideológica entre eleitoras e candidatas. A colunista afirma que mulheres conservadoras e progressistas, apesar de suas divergências, têm papel na ampliação da participação feminina nos espaços institucionais.

Representação além da afinidade política

Mariliz Pereira Jorge contesta a ideia de que mulheres seriam naturalmente mais éticas na vida pública. Segundo ela, a predominância masculina nos ambientes de poder explica por que homens aparecem em maior número em casos de corrupção e falta de decoro mencionados no texto.

A autora cita levantamentos internacionais, sem especificá-los, segundo os quais governos com maior proporção de mulheres tendem a registrar menos fraudes. Na avaliação dela, esse resultado estaria relacionado a sociedades com mais igualdade eleitoral, transparência e instituições mais sólidas, e não a uma suposta superioridade moral feminina.

O artigo também aborda a eleição de representantes com propostas consideradas retrógradas. A colunista defende que essas ideias sejam enfrentadas no debate público e menciona um projeto de lei que buscava equiparar o aborto legal após 22 semanas ao crime de homicídio.

Referência à Constituinte

Como exemplo de atuação conjunta entre mulheres de diferentes posições, o texto lembra a Assembleia Constituinte de 1987. Naquele período, havia 26 mulheres entre 559 parlamentares, que ficaram conhecidas pelo apelido de Lobby do Batom, segundo a coluna.

InfográficoMulheres na Constituinte

Dados citados na coluna sobre a Assembleia Constituinte.

26
mulheres parlamentaresna Assembleia Constituinte
  • 26Mulheresparlamentares
  • 559Totalparlamentares
  • 1987Constituinteano citado
Fonte: FolhaRevista Ideal

A autora afirma que as deputadas deixaram de lado divergências partidárias para defender conquistas durante a elaboração da Constituição. Para ela, a ocupação de cargos como prefeituras, presidências e cadeiras legislativas é o primeiro passo para que a presença feminina deixe de ser excepcional.

O que defende a coluna

A posição apresentada é que o aumento do número de mulheres eleitas deve anteceder a expectativa de maior diversidade de visões no Legislativo. A autora conclui que a participação feminina precisa se tornar habitual nos Três Poderes, e não um evento isolado.

Com informações de redir.folha.com.br.

Foto de capa: World Intellectual Property Organization/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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