Pilota britânica disse à BBC que dirigir o carro foi o ponto alto de sua carreira no automobilismo.
A pilota britânica Jamie Chadwick dirigiu um carro de Fórmula 1 por 32 voltas no circuito de Portimão, em Portugal. Em entrevista publicada pela BBC em 26 de setembro, ela descreveu o teste como o ponto alto de sua carreira no automobilismo.
Chadwick, de 28 anos, integra a Williams desde 2019 como pilota de desenvolvimento. Segundo ela, dirigir um carro de F1 era um de seus maiores objetivos. A experiência ocorreu em Portimão, circuito que fará parte do calendário da categoria em 2027.
Preparação para o teste
Antes de entrar na pista, Chadwick treinou em um simulador e seguiu uma rotina de exercícios que incluiu fortalecimento do pescoço com pilotos do grid da F1. Ela contou à BBC que já trabalha essa musculatura por causa das competições, mas que a força exigida pelo carro foi muito maior do que a habitual.
A britânica venceu as três temporadas da W Series, categoria feminina de automobilismo. Também foi a primeira mulher a ganhar uma corrida em circuito de rua em uma categoria de acesso à IndyCar, segundo a BBC.
Mulheres na Fórmula 1
Com o teste de Chadwick, 13 mulheres já dirigiram um carro de Fórmula 1, de acordo com a BBC. Cinco participaram oficialmente de um fim de semana de Grande Prêmio, e duas chegaram a disputar uma corrida. A primeira foi Maria Teresa de Filippis, que competiu no GP da Bélgica de 1958.
Dados reunidos pela BBC sobre a sessão de Chadwick e a história da categoria.
- 32Voltas em PortimãoCompletadas por Chadwick
- 13Mulheres em carros de F1
- 2Mulheres que disputaram corridas
Lella Lombardi disputou 17 GPs e se tornou a única mulher a marcar pontos na categoria, após terminar em sexto lugar na Espanha, em 1975. Em 2014, Susie Wolff dirigiu um carro da Williams em uma sessão oficial do GP da Grã-Bretanha. Desde Lombardi, nenhuma mulher largou em uma corrida de F1.
Disputa por uma vaga
Chadwick afirmou acreditar que mulheres podem competir na Fórmula 1, mas disse que não há prazo para isso acontecer. Ela citou as oportunidades oferecidas pela Williams a pilotas como um possível caminho para uma futura vaga de corrida.
A pilota também apontou a disputa pelos 22 assentos da categoria como um obstáculo. Segundo ela, até campeões da Fórmula 2 e da Fórmula 3 podem ficar sem lugar no grid.
Com informações de bbc.co.uk.
Foto de capa: MIDWST.BLUR/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
