Análise da ChargeUK aponta que apenas 26% das unidades vendidas entre os 20 modelos líderes aceitam recarga rápida.
A maioria dos híbridos plug-in mais vendidos no Reino Unido não pode usar carregadores rápidos, segundo uma análise da ChargeUK divulgada neste sábado (26). Entre as unidades vendidas dos 20 modelos líderes, apenas 26% aceitam carregadores de 50 kW ou mais.
A limitação afeta motoristas que pretendem recarregar a bateria durante viagens. Como esses veículos também têm motor a combustão, a ChargeUK afirma que a demora na recarga pode levar seus donos a depender mais da gasolina.
Recarga durante a viagem
Carregadores rápidos permitem acrescentar autonomia à bateria em cerca de 20 a 30 minutos, por exemplo, em uma parada na estrada. Nos híbridos plug-in incompatíveis com essa tecnologia, a espera para recarregar durante o trajeto pode chegar a várias horas. Nenhum dos 20 modelos analisados aceita carregadores ultrarrápidos, de 150 kW ou mais.
A lista inclui Jaecoo 7, Ford Kuga e Hyundai Tucson. Também aparecem BYD Seal, MG HS e BMW Série 3, que, segundo a análise, não podem usar carregadores rápidos. Em contraste, todos os 20 modelos elétricos puros mais vendidos no ano passado aceitam recarga rápida, e 64% são compatíveis com a ultrarrápida.
Vendas e emissões
Segundo dados oficiais citados pelo Guardian, 227 mil híbridos plug-in foram registrados no Reino Unido no ano passado, quase 35% a mais que em 2024. Outros 180 mil foram vendidos neste ano até o momento. Em uma consulta recente, o governo britânico reconheceu que esses veículos rodam com eletricidade menos do que indicam os cálculos oficiais de emissões.
Compatibilidade com carregadores rápidos e vendas recentes
- 26%Recarga rápidaUnidades vendidas entre os 20 híbridos plug-in líderes
- 227.000Registros no ano passadoHíbridos plug-in no Reino Unido
- 180.000Vendas neste anoHíbridos plug-in até o momento
- 64%Elétricos ultrarrápidosDos 20 modelos elétricos puros mais vendidos
Um porta-voz do governo afirmou que permitir a escolha dos híbridos plug-in faz parte de uma abordagem prática. Segundo ele, as emissões reais de carbono desses veículos ainda são 40% menores que as de um carro médio a gasolina ou diesel.
Com informações de theguardian.com.
Foto de capa: Scott Cormie/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
