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Debate no Amapá opõe candidatos ao Senado sobre petróleo e privatizações

Candidatos ao Senado pelo Amapá discutiram petróleo na Foz do Amazonas e concessões de água e energia em debate em Macapá.

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Randolfe Rodrigues
Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Quatro postulantes participaram do encontro em Macapá; dois convidados não compareceram nem justificaram a ausência.

Quatro candidatos ao Senado pelo Amapá discutiram, na sexta-feira (25), propostas para a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas e os efeitos das concessões de água e energia no estado. O debate foi promovido pela Rede Amazônica, em Macapá, com transmissão ao vivo pelo g1 Amapá e pela Rádio CBN.

Participaram Acácio Favacho (MDB), Alliny Serrão (União Brasil), João Alberto Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (PT). Lucas Barreto (PSD) e Rayssa Furlan (Podemos) foram convidados, mas não estiveram no encontro e não apresentaram justificativa, segundo a organização.

Privatização de água e energia

Capiberibe questionou o apoio de Alliny Serrão, quando presidia a Assembleia Legislativa, a projetos que resultaram nas concessões da Caesa e da CEA. Para ele, as mudanças elevaram as contas e atingiram principalmente a população de menor renda; sua defesa foi de que água e energia continuem sob administração pública.

Alliny respondeu que a atuação do poder público deve incluir fiscalização das empresas responsáveis pelos serviços. A candidata também afirmou que pretende defender no Senado a redução das tarifas de energia, a partir da condição do Amapá como produtor energético.

Petróleo e desenvolvimento regional

Randolfe Rodrigues levou ao debate a discussão sobre como a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas poderia gerar benefícios sociais no Amapá. Ele propôs uma universidade federal da fronteira em Oiapoque para formação de trabalhadores e citou a necessidade de investimentos em estrutura, como portos e refinarias.

A exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas foi tema do debate.
A exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas foi tema do debate. — Foto: European Space Agency/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 igo)

Capiberibe afirmou que a presença de petróleo na área é conhecida há décadas e disse que a exploração só poderá ser avaliada economicamente após estudos que, segundo ele, podem durar até 12 anos. Como alternativa para resultados mais imediatos, defendeu ações voltadas à bioeconomia e ao uso sustentável da floresta.

Regras e temas do encontro

A jornalista Daniela Branches mediou o debate, dividido em três blocos: dois de assunto livre e um com temas definidos por sorteio. Em cada rodada, o participante que perguntava dispunha de 30 segundos, enquanto a resposta tinha um minuto e meio, seguida de réplica e tréplica de um minuto e 15 segundos cada.

InfográficoNúmeros do debate no Amapá

Formato e participação no encontro promovido pela Rede Amazônica.

  • 30 segundosPergunta
  • 1 minuto e 30 segundosResposta
  • 1 minuto e 15 segundosRéplica e tréplicapara cada etapa
Fonte: Rede AmazônicaRevista Ideal

Além de petróleo, saneamento e energia, os candidatos trataram de funcionalismo público e habitação. Capiberibe optou por não fazer perguntas aos ausentes. Randolfe usou o tempo para criticar a ausência de Lucas Barreto e a posição dele contra o fim da escala 6×1.

Com informações de g1.

Foto de capa: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Autor

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Revista Ideal.

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