Personal trainer percebeu a esfera na boca; biólogos analisaram imagens e acreditam que se trata de uma pérola.
A personal trainer Carina Lisboa encontrou uma pequena esfera semelhante a uma pérola enquanto comia uma ostra no restaurante Ponto das Ostras, em Cananéia, no litoral de São Paulo. O episódio ocorreu no domingo (20), durante um almoço com familiares e um aluno. Segundo ela, a esfera só foi percebida quando já estava em sua boca.
O prato havia sido criado para o 1º Festival GastroMangue, promovido pela prefeitura com apoio da Unesp. A proposta era incentivar receitas com a ostra exótica Saccostrea cucullata, espécie originária da Ásia que se espalha pela região e disputa espaço com ostras nativas.
O achado no restaurante
Carina contou ao g1 que havia saído para caminhar com seu aluno, Jordinei Francisca, antes de decidir almoçar no restaurante. Ela chamou a proprietária, Paula Monteiro, para mostrar a esfera. Paula disse que nunca havia visto um cliente encontrar algo assim em 18 anos de comércio.
Dados do episódio e do prato servido no restaurante
- 20Dia do achadoDomingo em que ocorreu o almoço
- 18 anosTempo de comércioSegundo a proprietária do restaurante
- 1ºEdição do festivalFestival GastroMangue
Jordinei gravou um vídeo do achado. Carina afirmou que procurou uma especialista em joias, que identificou a esfera como uma pérola ainda em formação. A personal trainer pretende transformá-la em um brinco.
O que dizem os biólogos
Os biólogos Alex Ribeiro e Ricardo Samelo analisaram imagens da esfera e disseram acreditar que ela seja uma pérola, entre outros motivos por causa de sua assimetria. A avaliação foi feita a partir das imagens, não de um exame direto da peça.
Segundo Samelo, pérolas podem se formar quando o molusco reveste uma partícula estranha como mecanismo de defesa. Esse processo pode durar semanas, meses ou anos. Ele explicou que a formação pode ocorrer naturalmente ou ser estimulada por produtores.
Por que a ostra entrou no festival
De acordo com o g1, pesquisadores da Unesp extraíram a espécie exótica usada no prato. O festival buscou transformar a presença da ostra invasora em uma possibilidade gastronômica e abrir a discussão sobre alternativas para controlá-la na região.
Com informações de g1.
Foto de capa: Diego Torres Silvestre/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
