Estudo em Studland Bay encontrou redução de 93,6% nas áreas danificadas por âncoras onde houve instalação experimental das boias.
Áreas de algas marinhas danificadas por âncoras de barcos estão se recuperando em Studland Bay, na costa de Dorset, na Inglaterra. Um estudo divulgado neste sábado (26) encontrou sinais de recuperação após a instalação de boias ecológicas, iniciada em 2021 para reduzir os danos ao fundo do mar.
A pesquisa acompanhou áreas que servem de habitat para cavalos-marinhos. Segundo os dados analisados por Kira Dunn, da Universidade de Southampton, as partes sem algas diminuíram tanto na região que recebeu as boias experimentais quanto em outra onde as amarrações tradicionais com correntes permaneceram até 2023.
O que mostram os dados
Na área das 10 boias ecológicas instaladas inicialmente, as partes sem algas encolheram, em média, 93,6% entre 2021 e 2025. Na segunda área estudada, a redução foi de 65,4%; as amarrações tradicionais permaneceram ali até 2023. Os dois locais, portanto, tiveram históricos diferentes de uso das boias.
Os locais tiveram históricos diferentes de uso das boias.
- Partes sem algasRedução observada93,6%65,4%
- Redução por anoÁrea aproximada57 m²15,9 m²
| Área estudada | Redução das partes sem algas | Redução anual aproximada |
|---|---|---|
| Com boias ecológicas instaladas em 2021 | 93,6% | 57 m² |
| Com amarrações tradicionais até 2023 | 65,4% | 15,9 m² |
Como foi feito o estudo
Dunn analisou dados de monitoramento coletados desde a instalação das primeiras boias. A pesquisa combinou levantamentos por sonar, imagens históricas de satélite e cinco anos de observações para acompanhar 39 áreas danificadas do fundo do mar.
O trabalho fornece, segundo a pesquisa, as primeiras evidências de que as boias ecológicas podem ajudar na recuperação das algas marinhas. David Brown, presidente do grupo que coordena a parceria responsável pela instalação, disse que o resultado superou as expectativas da equipe.
Por que a área é protegida
Studland Bay é uma zona de conservação marinha desde 2019 e abriga uma das maiores áreas de algas marinhas do Reino Unido. Entre as espécies encontradas ali estão o cavalo-marinho-espinhoso, protegido, e o cavalo-marinho-de-focinho-curto.
Segundo a pesquisa, essas áreas também armazenam carbono, sustentam a biodiversidade e ajudam a proteger a costa da erosão. A iniciativa de recuperação reúne entidades de conservação, organizações ligadas à navegação, pesquisadores, órgãos públicos, grupos comunitários e empresas.
Com informações de bbc.co.uk.
Foto de capa: Iamtheabelman/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
