Conab atribui avanço à bienalidade dos cafezais, ao clima favorável, à expansão da área e ao manejo das lavouras.
A produção brasileira de café deve alcançar 67,6 milhões de sacas, volume recorde para o país, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa considera a bienalidade dos cafezais, período de maior produção, e condições climáticas favoráveis em diversas regiões produtoras.
A Conab também relaciona o resultado ao maior uso de insumos e tecnologias pelos produtores, favorecido pelas receitas das safras recentes. A produtividade média projetada é de 34,6 sacas por hectare, 14% acima da safra anterior, enquanto a área em produção cresceu 5,1% e chegou a 1,95 milhão de hectares.
Arábica sustenta avanço da produção
A produção de café arábica, variedade em que o Brasil lidera a oferta mundial, deve somar 48,2 milhões de sacas, alta de 35%. Já o conilon, produto no qual o país ocupa a segunda posição global, tem previsão de 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6% em relação a 2025.
Estimativas e resultados citados pela Conab para a produção brasileira.
- 67,6 milhões de sacasProdução totalvolume recorde estimado
- 34,6 sacas por hectareProdutividade média14% acima da safra anterior
- 1,95 milhão de hectaresÁrea em produçãoalta de 5,1%
- 48,2 milhões de sacasCafé arábicaalta de 35%
- 19,4 milhões de sacasCafé conilonqueda de 6,6%
- 35,6 milhões de sacasMinas Geraisalta de 38,2%
Minas Gerais, principal estado produtor, deve colher 35,6 milhões de sacas, avanço de 38,2%, após uma boa granação dos cafezais, de acordo com a Conab. No Espírito Santo, líder nacional em conilon, a produção recuou 5,4% devido a uma florada irregular.
Os maiores índices médios de produtividade citados no levantamento foram registrados em Roraima, com 66,7 sacas por hectare, Goiás, com 50,8, e Espírito Santo, com 41,6. A área de cafezais em formação também aumentou 1,4%, para 402 mil hectares.
Demanda externa cresce e estoques caem
O aumento da safra brasileira ocorre enquanto países recompõem os estoques internacionais de café, reduzidos após a menor produção do Brasil e do Vietnã em safras recentes. Os estoques mundiais iniciais caíram de 37,5 milhões de sacas em 2021/22 para 22 milhões na safra 2025/26.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial deve chegar a 190 milhões de sacas, alta de 6,1%, enquanto o consumo é estimado em 180 milhões, avanço de 3,6%. Além da Europa e dos Estados Unidos, a China aparece entre os mercados que ampliam a demanda pelo produto.
Com informações de redir.folha.com.br.
